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domingo, 8 de junho de 2014

Igreja: Templo do Espírito Santo

A Igreja - Templo do Espírito Santo
§797. O que é o nosso espírito, isto é, a nossa alma em relação a nossos membros, assim é o Espírito Santo em relação aos membros de Cristo, ao corpo de Cristo que é a Igreja.
"A este Espírito de Cristo, em princípio invisível, deve-se atribuir também a união de todas as partes do Corpo tanto entre si como com sua Cabeça, pois ele está todo na Cabeça, todo no Corpo e todo em cada um de seus membros.
" O Espírito Santo faz da Igreja "o Templo do Deus Vivo" (2 Cor 6, 16):
  • "Com efeito, é à própria Igreja que foi confiado o Dom de Deus. É nela que foi depositada a comunhão com Cristo, isto é, o Espírito Santo, penhor da incorruptibilidade, confirmação de nossa fé e escada de nossa ascensão para Deus. Pois lá onde está a Igreja, ali também está o Espírito de Deus; e lá onde está o Espírito de Deus, ali está a Igreja e toda graça".
§798. O Espírito Santo é "o Princípio de toda ação vital e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas partes do Corpo". Ele opera de múltiplas maneiras a edificação do Corpo inteiro na caridade:
  • pela Palavra de Deus, "que tem o poder de edificar" (At 20,32);
  • pelo Batismo, por meio do qual forma o Corpo de Cristo;
  • pelos sacramentos, que proporcionam crescimento e cura aos membros de Cristo;
  • pela "graça concedida aos apóstolos, que ocupa o primeiro lugar entre seus dons";
  • pelas virtudes, que fazem agir segundo o bem; e, enfim,
  • pelas múltiplas graças especiais (chamadas de "carismas"), por meio das quais "torna os fiéis aptos e prontos a tomarem sobre si os vários trabalhos e ofícios que contribuem para a renovação e maior incremento da Igreja".
Os Carismas
§799. Quer extraordinários quer simples e humildes, os carismas são graças do Espírito Santo que, direta ou indiretamente, têm urna utilidade eclesial, pois são ordenados:
·         à edificação da Igreja,
·         ao bem dos homens e
·         às necessidades do mundo.

§800. Os carismas devem ser acolhidos com reconhecimento por aquele que os recebe, mas também por todos os membros da Igreja, pois são uma maravilhosa riqueza de graça para a vitalidade apostólica e para a santidade de todo o Corpo de Cristo, contanto que se trate de dons que provenham verdadeiramente do Espírito Santo e que sejam exercidos de maneira plenamente conforme aos impulsos autênticos deste mesmo Espírito, isto é, segundo a caridade, verdadeira medida dos carismas.

§801. É neste sentido que se faz sempre necessário o discernimento dos carismas. Nenhum carisma dispensa da reverência e da submissão aos Pastores da Igreja. "A eles em especial cabe não extinguir o Espírito, mas provar as coisas e ficar com o que é bom", a fim de que todos os carismas cooperem, em sua diversidade e complementaridade, para o "bem comum" (1Cor 12,7).

CIC - Catecismo da Igreja Católica

domingo, 25 de maio de 2014

Espírito Santo e a Igreja

O Espírito de Cristo na plenitude do tempo
João, Precursor, Profeta e Batista
§717. "Houve um homem enviado por Deus. Seu nome era João" (Jo 1,6). João é "repleto do Espírito Santo, ainda no seio de sua mãe" (Lc 1,15.41) por obra do próprio Cristo que a Virgem Maria acabava de conceber do Espírito Santo A "visitação" de Maria a Isabel tornou-se, assim, "visita de Deus ao seu povo".

§718. João é "Elias que deve vir": o Fogo do Espírito habita nele e o faz "correr adiante" (na qualidade de "precursor") do Senhor que vem. Em João, o Precursor, o Espírito Santo concluía a obra de "preparar para o Senhor um povo bem-disposto" (Lc 1, 17).
§719. João é "mais do que um profeta". Nele, o Espírito Santo conclui a tarefa de "falar pelos profetas". João encerra o ciclo dos profetas inaugurado por Elias. Anuncia a iminência da Consolação de Israel, é a "voz" do Consolador que vem.
Como fará o Espírito de Verdade, "ele vem como testemunha, para dar testemunho da Luz" (Jo 1,7). Aos olhos de João o Espírito realiza, assim, as "pesquisas dos profetas" e o "desejo" dos anjos:
·         "Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é o que batiza com o Espírito Santo Eu vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus... Eis o Cordeiro de Deus" (Jo 1,33-36).

§720. Finalmente, com João Batista o Espírito Santo inaugura, prefigurando-o, o que realizará com e em Cristo:
·         restituirá ao homem "a semelhança" divina.
O Batismo de João era para o arrependimento, o Batismo da água e no Espírito será um novo nascimento.

O Cristo Jesus
§727. Toda a missão do Filho e do Espírito Santo na plenitude do tempo está contida no fato de o Filho ser o Ungido do Espírito do Pai desde a sua Encarnação: Jesus é o Cristo, o Messias.
Todo o segundo capitulo do Símbolo da fé deve ser lido sob esta luz. Toda a obra de Cristo é missão conjunta do Filho e do Espírito Santo. Aqui mencionaremos somente o que diz respeito à promessa do Espírito Santo feita por Jesus e o dom do Espírito pelo Senhor glorificado.

§728. Jesus não revela plenamente o Espírito Santo enquanto Ele mesmo não é glorificado por sua Morte e Ressurreição. Contudo, sugere-o pouco a pouco, mesmo em seus ensinamentos as multidões, quando revela que sua Carne será alimento para a vida do mundo sugere-o também a Nicodemos, a Samaritana e aos que participam da festa dos Tabernáculos. A seus discípulos, fala dele abertamente a propósito da oração do testemunho que deverão dar.

§729. É somente quando chega a Hora em que vai ser glorificado que Jesus promete a vinda do Espírito Santo, pois sua Morte e Ressurreição serão o cumprimento da Promessa feita aos Apóstolos:
·         o Espírito de Verdade, o Paráclito, será dado pelo Pai a pedido de Jesus;
·         Ele será enviado pelo Pai em nome de Jesus;
·         Jesus o enviará de junto do Pai, pois ele procede do Pai.
·         O Espírito Santo virá, nós o conheceremos,
·         Ele estará conosco para sempre, Ele permanecerá conosco;
·         Ele nos ensinará tudo e nos lembrará de tudo o que Cristo nos disse, e dele dará testemunho;
·         conduzir-nos-á à verdade inteira e glorificará a Cristo.
·         Quanto ao mundo, confundi-lo-á em matéria de pecado, de justiça e de julgamento.

§730. Finalmente chega a Hora de Jesus. Jesus entrega seu espírito nas mãos do Pai momento em que, por sua Morte, e, vencedor da morte, de maneira que, "ressuscitado dos mortos pela Glória do Pai" (Rm 6,4), dá imediatamente o Espírito Santo, "soprando" sobre seus discípulos.
A partir dessa Hora, a missão de Cristo e do Espírito passa a ser a missão da Igreja: "Como o Pai me enviou, também eu vos envio" (Jo 20,21)

O Espírito e a Igreja nos últimos tempos
Pentecostes
§731. No dia de Pentecostes (no fim das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo se realiza na efusão do Espírito Santo, que é manifestado, dado e comunicado como Pessoa Divina: de sua plenitude, Cristo, Senhor, derrama em profusão o Espírito.
§732. Nesse dia é revelada plenamente a Santíssima Trindade.
A partir desse dia, o Reino anunciado por Cristo está aberto aos que crêem nele; na humildade da carne e na fé, eles participam já da comunhão da Santíssima Trindade. Por sua vinda e ela não cessa, o Espírito Santo faz o mundo entrar nos "últimos tempos", o tempo da Igreja, o Reino já recebido em herança, mas ainda não consumado:
·         Vimos a verdadeira Luz, recebemos o Espírito celeste, encontramos a verdadeira fé: adoramos a Trindade indivisível, pois foi ela quem nos salvou.

CIC-Catecismo da Igreja Católica

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Espírito Santo e a Palavra de Deus




O Espírito e a Palavra de Deus no tempo das promessas
§702. Desde o começo até a "plenitude do tempo", a missão conjunta do Verbo e do Espírito do Pai permanece escondida, mas está em ação. O Espírito de Deus prepara aí o tempo do Messias, e os dois, sem serem ainda plenamente revelados, já são prometidos, a fim de serem esperados e acolhidos quando se manifestarem.
É por isso que, quando a Igreja lê o Antigo Testamento, procura nele o que o Espírito, "que falou pelos profetas (Simbolo de Niceno-Constantinopolitano:DS 150), quer falar-nos a respeito de Cristo.
·         Por "profetas", a fé da Igreja entende aqui todos aqueles que o Espírito Santo inspirou para o anúncio de viva voz e na redação dos livros sagrados, tanto do Antigo como do Novo Testamento. A tradição judaica distingue a Lei (os cinco primeiros livros ou Pentateuco), os Profetas (nossos livros denominados históricos e proféticos) e os Escritos (sobretudo sapienciais, em particular os Salmos).

Na Criação
§703. A Palavra de Deus e seu Sopro estão na origem do ser e da vida de toda criatura:
·         Ao Espírito Santo cabe reinar, santificar e animar a criação, pois é Deus consubstancial ao Pai e ao Filho... A ele cabe o poder sobre a vida, pois, sendo Deus, ele conserva a criação no Pai pelo Filho.
§704. "Quanto ao homem, Deus o modelou com as próprias mãos [isto é, o Filho e o Espírito Santo] (...) e imprimiu na carne modelada sua própria forma, de modo que até o que fosse visível tivesse a forma divina."

O Espírito da Promessa
§705. Desfigurado pelo pecado e pela morte, o homem continua sendo "à imagem de Deus", à imagem do Filho, mas é "privado da Glória de Deus", privado da "semelhança". A promessa feita a Abraão inaugura a Economia da salvação, no fim da qual o próprio Filho assumirá "a imagem" e a restaurará na "semelhança" com o Pai, restituindo-lhe a Glória, o Espírito "que dá a vida".
§706. Contra toda esperança humana, Deus promete a Abraão uma descendência, como fruto da fé e do poder do Espírito Santo Nela serão abençoadas todas as nações da terra. Esta descendência será Cristo, no qual a efusão do Espírito Santo fará "a unidade dos filhos de Deus dispersos".
Ao comprometer-se por juramento, Deus já se compromete a dar seu Filho bem-amado e "o Espírito da promessa... que prepara a redenção do Povo que Deus adquiriu para si".

Nas Teofanias e na Lei
§707. As Teofanias (manifestações de Deus) iluminam o caminho da promessa, desde os patriarcas até Moisés e de Josué até as visões que inauguram a missão dos grandes profetas. A tradição cristã sempre reconheceu que, nessas Teofanias, o Verbo de Deus se fazia ver e ouvir, revelado e ao mesmo tempo "oculto" na Nuvem do Espírito Santo.
§708. Esta pedagogia de Deus aparece especialmente no dom da Lei, a qual foi dada como um "pedagogo" para conduzir o Povo a Cristo.
Mas sua impotência para salvar o homem privado da "semelhança" divina e do conhecimento maior que ela dá do pecado suscitam o desejo do Espírito Santo Os gemidos dos Salmos atestam isto.

No Reino e no Exilio
§709. A Lei, sinal da promessa e da aliança, deveria ter regido o coração e as instituições do povo nascido da fé de Abraão. "Se ouvirdes minha voz e guardardes minha aliança... sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa" (Ex 19,5-6). Mas, depois de Davi, Israel sucumbe à tentação de tornar-se um reino como as demais nações.
Ora, o Reino, objeto da promessa feita a Davi, será obra do Espírito Santo; ele pertencerá aos pobres segundo o Espírito.
§710. O esquecimento da Lei e a infidelidade à Aliança desembocam na morte: é o Exílio, aparentemente fracasso das Promessas, mas, na realidade, fidelidade misteriosa do Deus salvador e início de uma restauração prometida, mas segundo o Espírito.
Era preciso que o Povo de Deus sofresse essa purificação; o Exílio já traz a sombra da Cruz no Projeto de Deus, e o Resto dos pobres que volta de lá é uma das figuras mais transparentes da Igreja.

A expectativa do Messias e de seu Espírito
§711. "Eis que vou fazer uma coisa nova" (Is 43,19): duas linhas proféticas vão desenhar-se, uma levando para a espera do Messias, a outra para o anúncio de um Espírito Novo, e ambas convergindo no pequeno Resto, o povo dos Pobres, que aguarda na esperança a "consolação de Israel" e "a libertação de Jerusalém" (Lc 2,25.38).
Vimos anteriormente como Jesus realiza as profecias que lhe dizem respeito. Limitamo-nos aqui àquelas em que aparece mais a relação entre o Messias e seu Espírito.
§712. Os traços do rosto do Messias esperado começam aparecer no Livro do Emanuel ("quando Isaias teve a visão da Glória" de Cristo: Jo 12,41), em especial em Is 11,1-2:
Um ramo sairá do tronco de Jessé,
um rebento brotará de suas raízes:
sobre ele repousará o espírito do Senhor,
espírito de sabedoria e de inteligência,
espírito de conselho e de fortaleza,
espírito de conhecimento e de temor do Senhor.

§713. Os traços do Messias são revelados sobretudo nos cantos do Servo. Esses cantos anunciam o sentido da Paixão de Jesus e indicam, assim, a maneira como ele derramará o Espírito Santo para vivificar a multidão: não partindo de fora, mas desposando nossa "condição de escravo" (Fl 2,7). Tomando sobre si nossa morte, ele pode comunicar-nos seu próprio Espírito de vida.

§714. É por isso que Cristo inaugura o anúncio da Boa Nova, fazendo sua esta passagem de Isaias (Lc 4,18-19):
O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me ungiu
para evangelizar os pobres;
curar aos de coração ferido;
enviou-me para proclamar a remissão aos presos,
e aos cegos a recuperação da vista,
para restituir a liberdade aos oprimidos
e para proclamar um ano de graça do Senhor.

§715. Os textos proféticos diretamente referentes ao envio do Espírito Santo são oráculos em que Deus fala ao coração de seu Povo na linguagem da promessa, com as tônicas do "amor e da fidelidade"', cujo cumprimento São Pedro proclamará na manhã de Pentecostes. Segundo essas promessas, nos "últimos tempos" o Espírito do Senhor renovará o coração dos homens, gravando neles uma Lei Nova; reunirá e reconciliará os povos dispersos e divididos; transformará a criação primeira; e Deus habitará nela com os homens na paz.

§716. O Povo dos "pobres" os humildes e os mansos, totalmente entregues aos desígnios misteriosos de seu Deus, os que esperam a justiça não dos homens, mas do Messias - é finalmente a grande obra da missão escondida do Espírito Santo durante o tempo das promessas para preparar a vinda de Cristo. É a sua qualidade de coração, purificado e iluminado pelo Espírito, que se exprime nos Salmos. Nesses pobres, o Espírito prepara para o Senhor "um povo bem-disposto".

CIC-Catecismo da Igreja Católica

terça-feira, 20 de maio de 2014

Espírito Santo

Creio no Espírito Santo
§687. "O que está em Deus, ninguém o conhece senão o Espírito de Deus" (1 Cor 2,11). Ora, seu Espírito que o revela nos dá a conhecer Cristo, seu Verbo, sua Palavra viva, mas não se revela a si mesmo.
Aquele que "falou pelos profetas" faz-nos ouvir a Palavra do Pai.
Mas, ele mesmo, nós não o ouvimos. Só o conhecemos no momento em que nos revela o Verbo e nos dispõe a acolhê-lo na fé.
O Espírito de Verdade que nos "desvenda o Cristo "não fala de si mesmo". Tal apagamento, propriamente divino, explica por que "o mundo não pode acolhê-lo, porque não o vê nem o conhece", enquanto os que crêem em Cristo o conhecem, porque ele permanece com eles (Jo 14,17).
§688. A Igreja, comunhão viva na fé dos apóstolos, que ela transmite, é o lugar de nosso conhecimento do Espírito Santo:
·         nas Escrituras que ele inspirou;
·         na Tradição, da qual os Padres da Igreja são as testemunhas sempre atuais;
·         no Magistério da Igreja, ao qual ele assiste;
·         na Liturgia sacramental, por meio de suas palavras e de seus símbolos, na qual o Espírito Santo nos coloca em Comunhão com Cristo;
·         na oração, na qual Ele intercede por nós;
·         nos carismas e nos ministérios, pelos quais a Igreja é edificada;
·         nos sinais de vida apostólica e missionária;
·         no testemunho dos santos, no qual ele manifesta sua santidade e continua a obra da salvação.
·          
A missão conjunta do Filho e do Espírito
§689. Aquele que o Pai enviou a nossos corações, o Espírito de seu Filho, é realmente Deus.
Consubstancial ao Pai e ao Filho, ele é inseparável dos dois, tanto na Vida íntima da Trindade como em seu dom de amor pelo mundo.
Mas ao adorar a Santíssima Trindade, vivificante, consubstancial e indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das Pessoas.
Quando o Pai envia seu Verbo, envia sempre seu Sopro: missão conjunta em que o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas inseparáveis.
Sem dúvida, é Cristo que aparece, ele, a Imagem visível do Deus invisível; mas é o Espírito Santo que o revela.
§690. Jesus é Cristo, "ungido", porque o Espírito é a unção dele, e tudo o que advém a partir da Encarnação decorre desta plenitude.
Quando finalmente Cristo é glorificado, pode, por sua vez, de junto do Pai, enviar o Espírito aos que crêem nele: comunica-lhes sua glória, isto é, o Espírito Santo que o glorifica. A missão conjunta se desdobrará então nos filhos adotados pelo Pai no Corpo de seu Filho: a missão do Espírito de adoção será uni-los a Cristo e fazê-los viver nele:
·         A noção da unção sugere... que não existe nenhuma distância entre o Filho e o Espírito. Com efeito, da mesma forma que entre a superfície do corpo e a unção do óleo nem a razão nem os sentidos conhecem nenhum intermediário, assim é imediato o contato do Filho com o Espírito, tanto que, para aquele que vai tomar contato com o Filho pela fé é necessário encontrar primeiro o óleo pelo contato. Com efeito não há nenhuma parte que esteja privada do Espírito Santo Por isso a confissão do Senhorio do Filho se faz no Espírito Santo para os que a recebem, vindo o Espírito de todas as partes precedendo os que se aproximam pela fé.

O nome próprio do Espírito Santo
§691. "Espírito Santo", este é o nome próprio daquele que adoramos e glorificamos com o Pai e o Filho. A Igreja o recebeu do Senhor e o professa no Batismo de seus novos filhos.
O termo "Espírito" traduz o termo hebraico "Ruah", o qual em seu sentido primeiro, significa sopro, ar, vento.
Jesus utiliza justamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a nossa novidade transcendente daquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito divino.
Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns as três Pessoas Divinas. Mas ao juntar os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos "espírito" e "santo".

As denominações do Espírito Santo
§692. Ao anunciar e prometer a vinda do Espírito Santo, Jesus o denomina o "Paráclito", literalmente: aquele que é chamado para perto de, "advocatus" (Jo 14,16.26; 15,26; 16,7). "Paráclito" é habitualmente traduzido por "Consolador", sendo Jesus o primeiro consolador.
O próprio Senhor chama o Espírito Santo: "Espírito de Verdade".
§693. Além de seu nome próprio, que é o mais empregado nos Atos dos Apóstolos e nas Epístolas, encontram-se as denominações:
·         o Espírito da promessa (Gl 3,14; Ef 1,13),
·         o Espírito de adoção (Rm 8,15; Gl 4,6),
·         o Espírito de Cristo (Rm 8,11),
·         o Espírito do Senhor (2Cor 3,17),
·         o Espírito de Deus (Rm 8,9.14;15,19; 1Cor 6,11;7,40) e,
·         o Espírito de glória (1Pd 4,14).


CIC-Catecismo da Igreja Católica

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Animados pelo Espírito Santo

Animados pelo Espírito Santo
§149. No começo de sua vida pública, depois de seu batismo, Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para se preparar para a sua missão (cf. Mc 1,12-13) e, através da oração e do jejum, discerniu a vontade do Pai e venceu as tentações de seguir outros caminhos. Esse mesmo Espírito acompanhou Jesus durante toda sua vida (cf. At 10,38).
- Uma vez ressuscitado, Ele comunicou seu Espírito vivificador aos seus (cf. At2,33).

§150. A partir de Pentecostes, a Igreja experimenta de imediato fecundas irrupções do Espírito, vitalidade divina que se expressa em diversos dons e carismas (cf. 1 Cor 12,1-11) e variados ofícios que edificam a Igreja e servem à evangelização (cf. 1 Cor12,28-29). Através desses dons, a Igreja propaga o ministério salvífico do Senhor até que Ele de novo se manifeste no final dos tempos (cf. 1 Cor 1,6-7). O Espírito na Igreja forja missionários decididos e valentes como Pedro (cf. At 4,13) e Paulo (cf. At13,9), indica os lugares que devem ser evangelizados e escolhe
aqueles que devem fazê-lo (cf. At 13,2).

§151. A Igreja, enquanto marcada e selada “com Espírito Santo e fogo” (Mt 3,11), continua a obra do Messias, abrindo para o crente as portas da salvação (cf. 1 Cor 6,11). Paulo o afirma deste modo: “São vocês uma carta de Cristo redigida por nosso ministério e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo” (2Cor 3,3). O mesmo e único Espírito guia e fortalece a Igreja no anúncio da Palavra, na celebração da fé e no serviço da caridade, até que o Corpo de Cristo alcance a estatura de sua Cabeça (cf. Ef 4,15-16). Desse modo, pela presença eficaz de seu Espírito, Deus assegura até à parusia sua proposta de vida para homens e mulheres de todos os tempos e lugares, impulsionando a transformação da história e seus dinamismos. Portanto, o Senhor continua derramando hoje a sua Vida pelo trabalho da Igreja que, com “a força do Espírito Santo enviado do céu” (1Pd1,12), continua a missão que Jesus Cristo recebeu de seu Pai (cf.Jo 20,21).

§152. Jesus nos transmitiu as palavras de seu Pai e é o Espírito quem recorda à Igreja as palavras de Cristo (cf. Jo 14,26).
- Desde o princípio, os discípulos haviam sido formados por Jesus no Espírito Santo (cf. At 1,2); é, na Igreja, o Mestre interior que conduz ao conhecimento da verdade total, formando discípulos e missionários. Essa é a razão pela qual os seguidores de Jesus devem deixar-se guiar constantemente pelo Espírito (cf. Gl5,25), e tornar a paixão pelo Pai e pelo Reino sua própria paixão: anunciar a Boa Nova aos pobres, curar os enfermos, consolar os tristes, libertar os cativos e anunciar a todos o ano da graça do Senhor (cf. Lc 4,18-19).

§153. Essa realidade se faz presente em nossa vida por obra do Espírito Santo, o qual também nos ilumina e vivifica através dos sacramentos. Em virtude do Batismo e da Confirmação, somos chamados a ser discípulos missionários de Jesus Cristo e entramos na comunhão trinitária na Igreja. Esta tem seu ponto alto na Eucaristia, que é princípio e projeto da missão do cristão.
“Assim, pois, a Santíssima Eucaristia conduz a iniciação cristã à sua plenitude e é como o centro e fim de toda a vida sacramental”.


Documento de Aparecida-2007

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Cristo, Concebido pelo Espírito Santo

Cristo, concebido pelo poder do Espírito Santo.
§484 A Anunciação a Maria inaugura a "plenitude dos tempos" (Gl 4,4), isto é, o cumprimento das promessas e das preparações. Maria é convidada a conceber aquele em quem habitará "corporalmente a plenitude da divindade" (Cl 2,9). 
- A resposta divina à sua pergunta "Como se fará isto, se não conheço homem algum?" (Lc 1,34) é dada pelo poder do Espírito: "O Espírito Santo virá  sobre ti" (Lc 1,35).
§485 A missão do Espírito Santo está sempre conjugada e ordenada à do Filho. O Espírito Santo é enviado para santificar o seio da Virgem Maria e fecundá-la divinamente, ele que é "o Senhor que dá a Vida", fazendo com que ela conceba o Filho Eterno do Pai em uma humanidade proveniente da sua.
§486 Ao ser concebido como homem no seio da Virgem Maria, o Filho Único do Pai é "Cristo", isto e, ungido pelo Espirito Santo desde o início de sua existência humana, ainda que sua manifestação só se realize progressivamente: aos pastores, aos magos, a João Batista, aos discípulos.
Toda a Vida de Jesus Cristo manifestará, portanto, "como Deus o ungiu com o Espírito e com poder" (At 10,38).

Nascido da Virgem Maria
§487 O que a fé católica crê acerca de Maria funda-se no que ela crê acerca de Cristo, mas o que a fé ensina sobre Maria ilumina, por sua vez, sua fé em Cristo.

A Predestinação de Maria
§488 "Deus enviou Seu Filho" (Gl 4,4), mas, para "formar-lhe um corpo" quis a livre cooperação de uma criatura. Por isso, desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galiléia, "uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria" (Lc 1,26-27):
  • Quis o Pai das misericórdias que a Encarnação fosse precedida pela aceitação daquela que era predestinada a ser Mãe de seu Filho, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, uma mulher também contribuísse para a vida.
§489 Ao longo de toda a Antiga Aliança, a missão de Maria foi preparada pela missão de santas mulheres. No princípio está Eva: a despeito de sua desobediência, ela recebe a promessa de uma descendência que será vitoriosa sobre o Maligno e a de ser a mãe de todos os viventes. Em virtude dessa promessa, Sara concebe um filho, apesar de sua idade avançada. 
- Contra toda expectativa humana, Deus escolheu o era tido como impotente e fraco para mostrar sua fidelidade à sua promessa: Ana, a mãe de Samuel, Débora, Rute, Judite e Ester, e muitas outras mulheres. Maria "sobressai entre (esses) humildes e pobres do Senhor, que dele esperam e recebem com confiança a Salvação. Com ela, Filha de Sião por excelência, depois de uma demorada espera da promessa, completam-se os tempos e se instaura a nova economia"

A Imaculada Conceição
§490 Para ser a Mãe do Salvador, Maria "'foi enriquecida por Deus com dons dignos para tamanha função". No momento da Anunciação, o anjo Gabriel a saúda como "cheia de graça". Efetivamente, para poder dar o assentimento livre de sua fé ao anúncio de sua vocação era preciso que ela estivesse totalmente sob a moção da graça de Deus.
§491 Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, "cumulada de graça" por Deus, foi redimida desde a concepção. E isso que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo papa Pio IX:
  • A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano foi preservada imune de toda mancha do pecado original.
§492 Esta "santidade resplandecente, absolutamente única" da qual Maria é "enriquecida desde o primeiro instante de sua conceição lhe vem inteiramente de Cristo: "Em vista dos méritos de seu Filho, foi redimida de um modo mais sublime". Mais do que qualquer outra pessoa criada, o Pai a "abençoou com toda a sorte de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo" (Ef 1,3). Ele a "escolheu nele (Cristo), desde antes da fundação do mundo, para ser santa e imaculada em sua presença, no amor" (Ef 1,4).
§493 Os Padres da tradição oriental chamam a Mãe de Deus "a toda santa", celebram-na como "imune de toda mancha de pecado, tendo sido plasmada pelo Espirito Santo, e formada como uma nova criatura".
Pela graça de Deus, Maria permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida.

“Faça-se em mim segundo a Tua Palavra...
§494 Ao anúncio de que, sem conhecer homem algum, ela conceberia o Filho do Altíssimo pela virtude do Espírito Santo, Maria respondeu com a "obediência da fé", certa de que "nada é impossível a Deus": "Eu sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,37-38).
Assim, dando à Palavra de Deus o seu consentimento, Maria se tomou Mãe de Jesus e, abraçando de todo o coração, sem que nenhum pecado a retivesse, a vontade divina de salvação, entregou-se ela mesma totalmente à pessoa e à obra de seu Filho, para servir, na dependência dele e com Ele, pela graça de Deus, ao Mistério da Redenção:
  • Como diz Santo Irineu, "obedecendo, se fez causa de salvação tanto para si como para todo o gênero humano". Do mesmo modo, não poucos antigos Padres dizem com ele: "O nó da desobediência de Eva foi desfeito pela obediência de Maria; o que a virgem Eva ligou pela incredulidade a virgem Maria desligou pela fé". Comparando Maria com Eva, chamam Maria de "mãe dos viventes" e com frequência afirmam: "Veio a morte por Eva e a vida por Maria".

A Maternidade Divina de Maria
§495 Denominada nos Evangelhos "a Mãe de Jesus" (João 2,1;19,25), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito, desde antes do nascimento de seu Filho, como "a Mãe de meu Senhor" (Lc 1,43). Com efeito, Aquele que ela concebeu do Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus (Theotókos).

A Virgindade de Maria
§496 Desde as primeiras formulações da fé, a Igreja confessou que Jesus foi concebido exclusivamente pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, afirmando também o aspecto corporal deste evento:
  • Jesus foi concebido "do Espírito Santo, sem sêmen".
- Os Padres vêem na conceição virginal o sinal de que foi verdadeiramente o Filho de Deus que veio numa humanidade como a nossa:
  • Assim, Santo Inácio de Antioquia: "Estais firmemente convencidos acerca de Nosso Senhor, que é verdadeiramente da raça de Davi segundo a carne, Filho de Deus segundo a vontade e o poder de Deus, verdadeiramente nascido de uma virgem... ele foi verdadeiramente pregado, na sua carne, {à cruz} por nossa salvação sob Pôncio Pilatos... ele sofreu verdadeiramente, como também ressuscitou verdadeiramente".

CIC-Catecismo da Igreja Católica

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Temperamento controlado pelo Espírito Santo

Autocontrole
- Autocontrole ou autodisciplina; a inclinação instintiva é adotar a atitude do mínimo de resistência.
- O autocontrole solucionará o problema do Cristão quanto às explosões de raiva, ódio, medo, ciúme, etc.. e o possibilita de evitar excessos emocionais de qualquer espécie.
- O temperamento controlado pelo Espírito é aquele que é estável, digno de confiança e ordenado.
- A vida religiosa inconsistente e sem proveito é comum entre os 4-temperamentos, porém será vencida pela plenitude do Espírito de Autocontrole que lhe dará forças para nutrir-se da Palavra de Deus diariamente.

- O Srº Sanguíneo é por demais inquieto e pusilânime por natureza para levantar-se mais cedo e ter um período dedicado a Palavra de Deus;

- O Srº Colérico tem a força de vontade suficientemente forte para ser consistente em qualquer coisa que decida fazer, mas seu problema é compreender a necessidade de tal hábito, leva algum tempo para compreender o que Jesus disse: “Sem mim nada podeis fazer”;

- O Srº Melancólico é o mais provável dos quatro a ser metódico em sua vida religiosa, embora sua capacidade analítica, muitas vezes, o faça partir em busca de uma verdade abstrata, teologicamente sutil em demasia, em vez de permitir que Deus lhe fale, quando controlado pelo Espírito Santo sua vida de oração será “dar Graças” (I Tess 5,18);

- O Srº Fleumático tem a tendência de recomendar um período metódico de calma, mas se sua inclinação morosa, indolente e indiferente não for controlada pelo Espírito Santo, ele jamais conseguirá suprir-se metodicamente da Palavra de Deus.

- A medida que vê essas nove características admiráveis do homem pleno do Espírito, você não apenas vislumbra o que Deus deseja de você, mas o que Ele está disposto a fazer de você, apesar de seu temperamento ingênito. - Deve-se ter em mente que nenhuma quantidade de auto aperfeiçoamento ou auto esforço pode trazer quaisquer dessas características para nossas vidas sem o poder do Espírito Santo.
- Conclui-se que a mais importante e única coisa na vida de qualquer Cristão é sentir-se pleno do Espírito Santo.

- Como posso ficar pleno do Espírito Santo?
Basicamente é:
¨  Aceitar Jesus Cristo com seu Senhor e Salvador!
¨  Em oração buscar uma intimidade com o Espírito Santo!
¨  Encare suas fraquezas como pecado!
¨  Confesse seu pecado todas as vezes! (João1,9)
¨  Peça ao seu amoroso Pai Celeste para livra-lo deste hábito! (João 5,14)
¨  Creia que Deus tenha dado a vitória!
¨  Solicite a plenitude do Espírito Santo! (Lucas 11,13 - Efésios 5,18)
¨  Andai segundo o Espírito e habitai em Cristo! (João 5,1-11 - Gálatas 5,16)
- O cristão pleno é aquele que é capaz de:
·         Regozijar-se sempre (Filipenses 4,4)
·         Render Graças em todas as circunstâncias (I Tess 5,18)

Para descansar
“O super esforçado Colérico fabrica as invenções do genial Melancólico,
as quais são vendidas pelo elegante Sanguíneo e desfrutadas pelo afável Fleumático”
¨  O Sanguíneo gosta das pessoas e depois as esquece;
¨  As pessoas aborrecem o Melancólico, mas ele as deixa seguir seus caminhos tortuosos;
¨  O Colérico rico utiliza as pessoas para seu beneficio próprio, mais tarde, ele as ignora;
¨  O Fleumático analisa as pessoas com indiferença desdenhosa;
- Isso faz com que os temperamentos pareçam casos perdidos, mas o temperamento não é nem caráter, nem personalidade...

- O mais importante é que o temperamento pode ser controlado pelo Espírito Santo.
Pois,
¨  As circunstâncias não devem determinar nossas reações;
¨  Nossas forças e fraquezas de temperamento prevalecem á nossa escolha;
- Os cristãos podem vencer fraquezas ingênitas e acentuar forças inatas através da Plenitude Sobrenatural do Espírito Santo. (Ingênitas e Inatas = fraquezas ou forças nascidas com o individuo, herança biológica e espiritual nascidas com o individuo).

 (Extraído do Livro: Temperamento Controlado Pelo Espírito Santo – Tim LaHaye)

Temperamento Pleno do Espírito Santo

 “O Fruto do Espírito Santo é: Amor, Alegria, Paz, Paciência, 
Delicadeza, Bondade, Confiança, Mansidão, Continência” (Gálatas 5,22-23)

- O Temperamento Pleno do Espírito Santo desconhece fraquezas, em lugar delas, possui nove forças inteiramente abrangentes; é o homem como Deus entende que deva ser, ele terá suas próprias forças ingênitas, a manter-lhe a individualidade, mas não será dominado pelas suas fraquezas, as nove características do Espírito Santo as transformarão.
- Todas essas características se encontram exemplificadas na vida de Jesus Cristo, ele é o exemplo máximo do homem controlado pelo Espírito Santo, qualquer individuo ao evidenciar tais características há de ser um homem feliz, ajustado e muito produtivo.
- Esta vida não é fruto do esforço do homem, mas o resultado Sobrenatural do Espírito Santo controlando todas as facetas do Cristão.

AMOR: O Senhor Jesus disse: “Amarás ao Senhor teu Deus com todo coração, toda alma, todo raciocínio” e “Amarás o próximo como a ti mesmo”;
- Muito honestamente, essa espécie de amor é sobrenatural!
- Amor a Deus que torne um homem mais interessado no Reino de Deus do que no reino material em que vive é Sobrenatural, pois o homem, por natureza, é uma criatura gananciosa;
- Amor ao próximo não apenas por aqueles que suscitam admiração ou a compaixão em nós, mas por todos os homens. Essa espécie de amor é gerada pelo homem e efetivada por Deus.

ALEGRIA: A alegria é uma das virtudes fundamentais do Cristão; merece um lugar ao lado do Amor, o pessimismo é um grave defeito. Não é a alegria ilusória tal qual o mundo a concebe; é a alegria duradoura emanada de toda Graça de Deus em nossa posse da benção que é nossa e que não é enfraquecida pela adversidade.
- A alegria concedida pelo Espírito Santo não é limitada pelas circunstâncias; existe uma diferença entre alegria e felicidade:
- A felicidade é algo que acontece exatamente devido ao equilíbrio das circunstancias, mas a alegria persiste a despeito delas.
- A alegria não é resultado de esforço individual, mas obra do Espírito Santo na sua vida, a qual convence você a entregar seu destino ao Senhor e confiar nele.

PAZ: A paz com Deus é o resultado da nossa experiência redentora pela fé. - O homem estranho a Jesus Cristo nada conhece de paz em relação a Deus porque o seu pecado está sempre em evidencia diante dele e ele sabe que terá que prestar contas no juízo final. Quando este individuo se prende a Jesus Cristo e a sua palavra e o convida a integrar sua vida como Senhor e Salvador, Jesus Cristo, não só aceita, mas purifica-o do pecado.
- A paz de Deus é a que se mantem imperturbável diante das circunstancias difíceis; as circunstancias jamais devem gerar a nossa paz, devemos contar com Deus para obter nossa paz, somente ele é estável.

- O Amor, a Alegria e a Paz são emoções que neutralizam decididamente as fraquezas mais comuns, como: crueldade, ira, indiferença, pessimismo, melancolia, maledicência.

LONGANIMIDADE: È próximo da paciência e tolerância, caracterizada por uma capacidade de suportar ofensas, passar provações e enfrentar desgostos sem revidar; consegue executar as tarefas domesticas árduas e desprezíveis da vida sem queixas ou revoltas.

BENIGNIDADE: Vem a ser bondade profunda, polido, afável, atencioso e compreensivo, que tem origem num coração muito terno.
- È o resultado da compaixão do Espírito Santo para com uma humanidade perdida e agonizante.
- Um exemplo de Benignidade de Jesus é quando disse a Maria após a ressurreição: “Vai contar aos meus discípulos e a Pedro”. “E a Pedro” era, na verdade, um acréscimo desnecessário, pois Pedro era um discípulo; mas o Senhor Jesus sabia do remorso de Pedro por tê-lo negado 3-vezes durante a crucificação.
- A Benignidade do Salvador é vista em seu entendimento da situação e seu obvio desejo de incluir o vacilante, hesitante e inconsequente discípulo Sanguíneo.
- O Espírito Santo é capaz de conceder benignidade a toda espécie de dificuldade.

GENEROSIDADE: È a benevolência em seu sentido mais puro, inclui a hospitalidade e todos os atos de generosidade que emanam de um coração desprendido que está mais interessado em dar do que receber.
- O homem é tão egoísta, por natureza, que precisa ser lembrado constantemente pela palavra de Deus e pelo Espírito Santo, o que nele reside, para se ocupar com a generosidade, então, naturalmente se interessa em fazer mais pelo próximo do que por si mesmo.
- A generosidade é necessária àqueles com tendências melancólicas, como cura para depressão e tristeza, causada pelo pensamento egocêntrico.
- Existe algo terapêutico em trabalhar para o próximo que liberta o individuo do hábito de pensar somente em si; assim como o Senhor Jesus disse: “È melhor dar do que receber”; muitos cristãos lesam a si mesmos, por não obedecerem a este estimulo.

FÉ: Subentende uma completa fidelidade a Deus e uma dependência absoluta dele. È o antídoto perfeito ao temor, que causa preocupação e pessimismo. A fé é a chave para muitas outras Graças Cristãs. Se realmente cremos que Deus seja capaz de suprir todas as nossas necessidades, isso nos trará felicidade e alegria e eliminará a dúvida, o temor, a lida e muitos outros trabalhos físicos. A bíblia ensina que existem duas fontes de fé:
A primeira é a Palavra de Deus na vida do crente “A fé, portanto, depende da pregação, e a pregação se faz por causa da Palavra de Cristo” Rom 10,17;
- A segunda é o Espírito Santo que no texto de Gálatas 5,22-23 define a fé como fruto do Espírito;
- Se você percebe que possui um temperamento propicio a duvida, indecisão e medo, então, como crente, deve procurar a Plenitude do Espírito Santo para que lhe conceda um coração devoto que há de dissipar as emoções e ações de sua natureza ingênita.

DOCILIDADE: O homem é por natureza orgulhoso, altivo, arrogante, egoísta e egocêntrico, mas quando um individuo tem a vida plena no Espírito Santo é humilde, meigo, submisso, cedendo facilmente ás súplicas.
- O maior exemplo de docilidade é o próprio Jesus Cristo. Foi ele o criador do universo, e contudo dispõe-se a humilhar-se e, na forma de um servo ficar sujeito aos caprichos da humanidade, a ponto de morrer, para que pudesse obter nossa redenção com seu sangue.
- Vemos o criador do homem ser esbofeteado, ridicularizado, injuriado e cuspido pela sua própria criação. Deixou-nos o exemplo de não revidar injurias; pediu a Pedro para guardar a espada: “...ou pensas que eu não possa recorrer a meu Pai, o qual me mandaria num momento mais de doze legiões de anjos ? Como, então, se cumpririam as escrituras, segundo as quais é mister que isto aconteça” (Mateus 26,53-54)
- Por nossa causa, ele foi dócil para que pudéssemos ter uma vida eterna.
- Tal docilidade não é natural!
- Só o Espírito Santo de Deus poderia fazer com que nossa reação fosse dócil a perseguição física e emocional.

(Extraído do Livro: Temperamento Controlado Pelo Espírito Santo – Tim LaHaye)

Temperamento Fleumático

Fleumático
Principais características ingênitas Fleumático:
Qualidades: Calmo, Tranquilo, Cumpridor, Eficiente, Conservador, Prático, Líder, Diplomata, Bem-humorado.
Defeitos: Calculista, Temeroso, Indeciso, Contemplativo, Desconfiado, Pretensioso, Introvertido, Desmotivado.
Personagens do dia a dia: Diplomatas, Administradores, Professores, Técnicos.
Personagem Bíblico: Abraão.
¨  A vida para ele é uma experiência feliz, serena e agradável na qual tenta envolver-se o mínimo possível;
¨  Em qualquer circunstância parece não se preocupar;
¨  Raramente explode em riso ou raiva, mantendo sempre suas emoções sob controle;
¨  Coerente;
¨  Personalidade fria, reticente, quase tímido;
¨  Sempre mais emotivo do que demonstra;
¨  Grande capacidade de apreciar as belas artes e as melhores coisas da vida;
¨  Não lhe faltam amigos, porque gosta do convívio social;
¨  Mantém muitas pessoas “as gargalhadas” sem jamais de deixar escapar um sorriso;
¨  Sempre encontra algo engraçado nas ações dos outros;
¨  Cérebro organizado, ótima memória;
¨  Bom imitador;
¨  Diverte-se com os outros tipos de temperamentos;
¨  Sente-se irritado com o entusiasmo desorientado e inquieto do Sanguíneo, apontando-lhe estas futilidades;
¨  Fica aborrecido com as disposições sombrias do melancólico e está sempre disposto a ridiculariza-lo;
¨  Sente enorme prazer em “gelar” os planos efervescentes e nas ambições do Colérico;
¨  Tem profunda tendência a ser expectador da vida e tenta não se envolver com o próximo;
¨  Gosta de rotina;
¨  Na luta contra a injustiça social sempre acha que alguém tem que solucionar o problema, dificilmente se inclui para soluciona-los;
¨  Simpático e bom coração, raramente deixa transparecer seus verdadeiros sentimentos;
¨  Incitado à ação, demonstra-se capaz e eficiente;
¨  Nunca aceita a liderança por sua vontade, mas quando lhe é imposta prova ser um chefe capaz;
¨  Exerce uma influência conciliadora sobre as pessoas.

Forças Ingênitas do Fleumático:
¨  Seu bom humor o preserva de se envolver com a vida e com as coisas, frequentemente enxerga algo cômico na maioria das experiências mundanas;
¨  Seu senso de humor provoca gargalhadas nos outros;
¨  Bom conselheiro;
¨  Sua disposição morosa e acessível torna-lhe fácil saber ouvir;
¨  Digno de confiança em sua natureza alegre e bem humorada;
¨  Amigo fiel, não se envolvendo muito;
¨  Prático e eficiente;
¨  Uma vez não estimulado a tomar decisões repentinas, procura um modo prático de atingir seu objetivo com o mínimo de esforço;
¨  Trabalha bem sob pressão;
¨  Produz melhor em circunstâncias que causariam “fracasso” dos outros temperamentos;
¨  Trabalho sempre caracterizado pela perfeição e eficiência;
¨  Possui padrões elevados de zelo e precisão;
¨  Hábitos metódicos;

Fraquezas ingênitas do Fleumático:
¨  Moroso e indolente, parece estar “arrastando os pés” porque ressente ter sido forçado a ação, contra a sua vontade, caminha o mais vagarosamente possível;
¨  Motivado a ser um espectador a vida, fazer o mínimo necessário, impedindo-o de iniciar novos projetos que é capaz de levar adiante, mas para ele parece se “trabalho excessivo”;
¨  O desassossego do Sanguíneo e a atividade do Colérico muitas vezes o aborrecem porque receia que possam motiva-lo a trabalhar;
¨  Devido ao seu senso de humor agudo e capacidade de ser observador desinteressado, possui ele a facilidade de utilizar sua habilidade espirituosa para provocar o próximo que o enerva ou ameaça motiva-lo;
¨  Se um Sanguíneo entra animado e entusiasta, o Fleumático se torna distante e gélido;
¨  Se o Melancólico vem pessimista, a lamentar-se das misérias do mundo, o Fleumático se torna mais otimista do que nunca e o provoca de maneira insuportável;
¨  Se um Colérico se aproxima, repleto de planos e projetos, é um prazer requintado para o Fleumático derramar água fria em seu entusiasmo, com o seu equilíbrio e aguda percepção é-lhe muito fácil apontar as fraquezas da proposta do Colérico;
¨  Se assim decide, usa seu humor e espírito decidido para atiçar ou enraivecer o próximo, enquanto ele próprio jamais perde a compostura ou se agita;
¨  Deixa transparecer seu egoísmo, aprendendo a proteger-se com o passar dos anos;
¨  Opõe-se a qualquer mudança, não quer comprometer-se, deseja manter-se conservador;
¨  À medida que se torna maduro, consegue disfarçar sua obstinação sob seu afável bom humor, enquanto se torna ainda mais obstinado;
¨  Cada vez que é forçado a participar de projeto e atividades que não correspondem suas expectativas, torna-se mais resistente ás sugestões futuras; esta obstinação tende a torna-lo avarento e egoísta, pois seu pensamento é quanto isto vai me custar? , o que vai exigir de mim? , o egoísmo no Fleumático é mais forte que nos outros temperamentos;
¨  Indeciso com o passar dos anos, devido à sua reserva em ficar “implicado”;
¨  Sente-se inclinado a vacilar entre o desejo de fazer alguma coisa e a má vontade de pagar pelo seu preço;
¨  Esta prática indecisa poderá se transformar num hábito que sobrepuja o aspecto utilitário de seu raciocínio.

Necessidades Espirituais básicas do Fleumático:
Amor, Bondade, Docilidade, Temperança, Fé.

 (Extraído do Livro: Temperamento Controlado Pelo Espírito Santo – Tim LaHaye)