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domingo, 26 de janeiro de 2014

Caridade na Verdade

 1. A caridade na verdade, que Jesus Cristo testemunhou com a sua vida terrena e sobretudo com a sua morte e ressurreição, é a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira.
- O amor «caritas» é uma força extraordinária, que impele as pessoas a comprometerem-se, com coragem e generosidade, no campo da justiça e da paz.
- É uma força que tem a sua origem em Deus, Amor eterno e Verdade absoluta. Cada um encontra o bem próprio, aderindo ao projeto que Deus tem para ele a fim de o realizar plenamente: com efeito, é em tal projeto que encontra a verdade sobre si mesmo e, aderindo a ela, torna-se livre (cf. Jo 8, 32).
- Por isso, defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e imprescindíveis de caridade.
Esta, de facto, « rejubila com a verdade » (1 Cor 13, 6).

- Todos os homens sentem o impulso interior para amar de maneira autêntica: amor e verdade nunca desaparecem de todo neles, porque são a vocação colocada por Deus no coração e na mente de cada homem. Jesus Cristo purifica e liberta das nossas carências humanas a busca do amor e da verdade e desvenda-nos, em plenitude, a iniciativa de amor e o projeto de vida verdadeira que Deus preparou para nós.
- Em Cristo, a caridade na verdade torna-se o Rosto da sua Pessoa, uma vocação a nós dirigida para amarmos os nossos irmãos na verdade do seu projeto. De facto, Ele mesmo é a Verdade (cf. Jo 14, 6).

2. A caridade é a via mestra da doutrina social da Igreja.
- As diversas responsabilidades e compromissos por ela delineados derivam da caridade, que é — como ensinou Jesus — a síntese de toda a Lei (cf. Mt 22, 36-40). A caridade dá verdadeira substância à relação pessoal com Deus e com o próximo; é o princípio não só das micro relações estabelecidas entre amigos, na família, no pequeno grupo, mas também das macro relações como relacionamentos sociais, económicos, políticos.
- Para a Igreja — instruída pelo Evangelho —, a caridade é tudo porque, como ensina S. João (cf.1Jo 4, 8.16) e como recordei na minha primeira carta encíclica, «Deus é caridade»: da caridade de Deus tudo provém, por ela tudo toma forma, para ela tudo tende.
- A caridade é o dom maior que Deus concedeu aos homens; é sua promessa e nossa esperança.
- Nos âmbitos social, jurídico, cultural, político e económico, ou seja, nos contextos mais expostos a tal perigo, não é difícil ouvir declarar a sua irrelevância para interpretar e orientar as responsabilidades morais.

- Daqui a necessidade de conjugar a caridade com a verdade, não só na direção assinalada por S. Paulo da «veritas in caritate» (Ef 4, 15), mas também na direção inversa e complementar da «caritas in veritate». A verdade há de ser procurada, encontrada e expressa na « economia » da caridade, mas esta por sua vez há de ser compreendida, avaliada e praticada sob a luz da verdade. Deste modo teremos não apenas prestado um serviço à caridade, iluminada pela verdade, mas também contribuído para acreditar a verdade, mostrando o seu poder de autenticação e persuasão na vida social concreta. Fato este que se deve ter bem em conta hoje, num contexto social e cultural que relativiza a verdade, aparecendo muitas vezes negligente se não mesmo refratário à mesma.

3. Pela sua estreita ligação com a verdade, a caridade pode ser reconhecida como expressão autêntica de humanidade e como elemento de importância fundamental nas relações humanas, nomeadamente de natureza pública.
- Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida.
- A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade. Esta luz é simultaneamente a luz da razão e a da fé, através das quais a inteligência chega à verdade natural e sobrenatural da caridade: identifica o seu significado de doação, acolhimento e comunhão.

- Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade; acaba prisioneiro das emoções e opiniões contingentes dos indivíduos, uma palavra abusada e adulterada chegando a significar o oposto do que é realmente. A verdade liberta a caridade dos estrangulamentos do emotivismo, que a despoja de conteúdos relacionais e sociais, e do fideísmo, que a priva de amplitude humana e universal.
- Na verdade, a caridade reflete a dimensão simultaneamente pessoal e pública da fé no Deus bíblico, que é conjuntamente «Agápe» e «Lógos»:
Caridade e Verdade, Amor e Palavra.

4. Porque repleta de verdade, a caridade pode ser compreendida pelo homem na sua riqueza de valores, partilhada e comunicada. Com efeito, a verdade é «lógos» que cria «diá-logos» e, consequentemente, comunicação e comunhão. A verdade, fazendo sair os homens das opiniões e sensações subjetivas, permite-lhes ultrapassar determinações culturais e históricas para se encontrarem na avaliação do valor e substância das coisas.
- A verdade abre e une as inteligências no logos do amor: tal é o anúncio e o testemunho cristão da caridade.
- No atual contexto social e cultural, em que aparece generalizada a tendência de relativizar a verdade, viver a caridade na verdade leva a compreender que a adesão aos valores do cristianismo é um elemento útil e mesmo indispensável para a construção duma boa sociedade e dum verdadeiro desenvolvimento humano integral.

- Um cristianismo de caridade sem verdade pode ser facilmente confundido com uma reserva de bons sentimentos, úteis para a convivência social mas marginais. Deste modo, deixaria de haver verdadeira e propriamente lugar para Deus no mundo.
- Sem a verdade, a caridade acaba confinada num âmbito restrito e carecido de relações; fica excluída dos projetos e processos de construção dum desenvolvimento humano de alcance universal, no diálogo entre o saber e a realização prática.

5. A caridade é amor recebido e dado; é « graça » (cháris).
- A sua nascente é o amor do Pai pelo Filho no Espírito Santo. É amor que, pelo Filho, desce sobre nós. É amor criador, pelo qual existimos; amor redentor, pelo qual somos recriados. Amor revelado e vivido por Cristo (cf.Jo 13, 1), é «derramado em nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm5, 5). Destinatários do amor de Deus, os homens são constituídos sujeitos de caridade, chamados a fazerem-se eles mesmos instrumentos da graça, para difundir a caridade de Deus e tecer redes de caridade.

- A esta dinâmica de caridade recebida e dada, propõe-se dar resposta a doutrina social da Igreja. Tal doutrina é, proclamação da verdade do amor de Cristo na sociedade; é serviço da caridade, mas na verdade. É ao mesmo tempo verdade da fé e da razão, na distinção e, conjuntamente, sinergia destes dois âmbitos cognitivos. O desenvolvimento, o bem-estar social, uma solução adequada dos graves problemas socioeconômicos que afligem a humanidade precisam desta verdade. Mais ainda, necessitam que tal verdade seja amada e testemunhada. Sem verdade, sem confiança e amor pelo que é verdadeiro, não há consciência e responsabilidade social, e a atividade social acaba à mercê de interesses privados e lógicas de poder, com efeitos desagregadores na sociedade, sobretudo numa sociedade em vias de globalização que atravessa momentos difíceis como os atuais.

Carta Encíclica “Caritas in Veritate” – Papa Bento XVI

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Temperamento controlado pelo Espírito Santo

Autocontrole
- Autocontrole ou autodisciplina; a inclinação instintiva é adotar a atitude do mínimo de resistência.
- O autocontrole solucionará o problema do Cristão quanto às explosões de raiva, ódio, medo, ciúme, etc.. e o possibilita de evitar excessos emocionais de qualquer espécie.
- O temperamento controlado pelo Espírito é aquele que é estável, digno de confiança e ordenado.
- A vida religiosa inconsistente e sem proveito é comum entre os 4-temperamentos, porém será vencida pela plenitude do Espírito de Autocontrole que lhe dará forças para nutrir-se da Palavra de Deus diariamente.

- O Srº Sanguíneo é por demais inquieto e pusilânime por natureza para levantar-se mais cedo e ter um período dedicado a Palavra de Deus;

- O Srº Colérico tem a força de vontade suficientemente forte para ser consistente em qualquer coisa que decida fazer, mas seu problema é compreender a necessidade de tal hábito, leva algum tempo para compreender o que Jesus disse: “Sem mim nada podeis fazer”;

- O Srº Melancólico é o mais provável dos quatro a ser metódico em sua vida religiosa, embora sua capacidade analítica, muitas vezes, o faça partir em busca de uma verdade abstrata, teologicamente sutil em demasia, em vez de permitir que Deus lhe fale, quando controlado pelo Espírito Santo sua vida de oração será “dar Graças” (I Tess 5,18);

- O Srº Fleumático tem a tendência de recomendar um período metódico de calma, mas se sua inclinação morosa, indolente e indiferente não for controlada pelo Espírito Santo, ele jamais conseguirá suprir-se metodicamente da Palavra de Deus.

- A medida que vê essas nove características admiráveis do homem pleno do Espírito, você não apenas vislumbra o que Deus deseja de você, mas o que Ele está disposto a fazer de você, apesar de seu temperamento ingênito. - Deve-se ter em mente que nenhuma quantidade de auto aperfeiçoamento ou auto esforço pode trazer quaisquer dessas características para nossas vidas sem o poder do Espírito Santo.
- Conclui-se que a mais importante e única coisa na vida de qualquer Cristão é sentir-se pleno do Espírito Santo.

- Como posso ficar pleno do Espírito Santo?
Basicamente é:
¨  Aceitar Jesus Cristo com seu Senhor e Salvador!
¨  Em oração buscar uma intimidade com o Espírito Santo!
¨  Encare suas fraquezas como pecado!
¨  Confesse seu pecado todas as vezes! (João1,9)
¨  Peça ao seu amoroso Pai Celeste para livra-lo deste hábito! (João 5,14)
¨  Creia que Deus tenha dado a vitória!
¨  Solicite a plenitude do Espírito Santo! (Lucas 11,13 - Efésios 5,18)
¨  Andai segundo o Espírito e habitai em Cristo! (João 5,1-11 - Gálatas 5,16)
- O cristão pleno é aquele que é capaz de:
·         Regozijar-se sempre (Filipenses 4,4)
·         Render Graças em todas as circunstâncias (I Tess 5,18)

Para descansar
“O super esforçado Colérico fabrica as invenções do genial Melancólico,
as quais são vendidas pelo elegante Sanguíneo e desfrutadas pelo afável Fleumático”
¨  O Sanguíneo gosta das pessoas e depois as esquece;
¨  As pessoas aborrecem o Melancólico, mas ele as deixa seguir seus caminhos tortuosos;
¨  O Colérico rico utiliza as pessoas para seu beneficio próprio, mais tarde, ele as ignora;
¨  O Fleumático analisa as pessoas com indiferença desdenhosa;
- Isso faz com que os temperamentos pareçam casos perdidos, mas o temperamento não é nem caráter, nem personalidade...

- O mais importante é que o temperamento pode ser controlado pelo Espírito Santo.
Pois,
¨  As circunstâncias não devem determinar nossas reações;
¨  Nossas forças e fraquezas de temperamento prevalecem á nossa escolha;
- Os cristãos podem vencer fraquezas ingênitas e acentuar forças inatas através da Plenitude Sobrenatural do Espírito Santo. (Ingênitas e Inatas = fraquezas ou forças nascidas com o individuo, herança biológica e espiritual nascidas com o individuo).

 (Extraído do Livro: Temperamento Controlado Pelo Espírito Santo – Tim LaHaye)

sábado, 4 de janeiro de 2014

Creio em um só Deus

Creio em um só Deus
- A confissão da Unicidade de Deus, que tem sua raiz na Revelação Divina da Antiga Aliança, é inseparável da confissão da existência de Deus, e igualmente fundamental. Deus é único, só existe um Deus. "A fé cristã confessa que há Um só Deus, por natureza, por substância e por essência."
- A Israel, seu eleito, Deus revelou-se como o Único:
"Ouve, ó Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor!
Portanto, amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração,
com toda a tua alma e com toda a tua força" (Dt 6,4-5).
- Por meio dos profetas, Deus chama Israel e todas as nações a se voltarem para Ele, o Único:
"Voltai-vos para mim e sereis salvos, todos os confins da terra, porque eu sou Deus e não há nenhum outro!... Com efeito diante de mim se dobrar todo joelho, toda língua ha de jurar por mim, dizendo: Só no Senhor há justiça e força".
  • Cremos firmemente e afirmamos simplesmente que há um só verdadeiro Deus eterno, imenso e imutável, incompreensível, Todo-Poderoso e inefável, Pai, Filho e Espírito Santo: Três Pessoas, mas uma Essência, uma Substância ou Natureza absolutamente simples.

Deus revela seu nome
- A seu povo, Israel, Deus revelou-se, dando-lhe a conhecer o seu nome.
- O nome exprime a essência, a identidade da pessoa e o sentido de sua vida. Deus tem um nome. Ele não é uma força anônima.
- Desvendar o próprio nome é dar-se conhecer aos outros; é, de certo modo, entregar-se a si mesmo, tomando-se acessível, capaz de ser conhecido mais intimamente e de ser chamado pessoalmente.
- Deus revelou-se progressivamente a seu povo e com diversos nomes, mas é a revelação do nome divino feita a Moisés na teofania da sarça ardente, pouco antes do Êxodo e da Aliança do Sinai, que se tomou a revelação fundamental para a Antiga e a Nova Aliança.

O Deus vivo
- Ao revelar seu nome, Deus, revela ao mesmo tempo sua fidelidade, que é de sempre e para sempre, válida tanto para o passado ("Eu sou o Deus de teus pais", Ex 3,6) como para o futuro ("Eu estarei contigo", Ex 3,12). Deus, que revela seu nome como "Eu sou", revela-se como o Deus que está sempre presente junto a seu povo para salvá-lo.

Deus de ternura e de compaixão
- Depois do pecado de Israel, que se desviou de Deus para adorar o bezerro de ouro, Deus ouve a intercessão de Moisés e aceita caminhar no meio de um povo infiel, manifestando, assim o seu amor.
- E o Senhor passa diante de Moisés e proclama: "Iahweh, Iahweh, Deus de ternura e de compaixão, lento para a cólera e rico em amor e fidelidade".
- Moisés confessa então que o Senhor é um Deus que perdoa.
- O Nome divino "Eu sou" ou "Ele é" exprime a fidelidade de Deus, que, apesar da infidelidade do pecado dos homens e do castigo que ele merece, "guarda seu amor a milhares". Deus revela que é "rico em misericórdia", indo até o ponto de dar seu próprio Filho.
- Ao dar sua vida para libertar-nos do pecado, Jesus revelará que ele mesmo traz o Nome divino: "Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que "EU SOU".

Só Deus É
- Ao longo dos séculos, a fé de Israel pôde desenvolver e aprofundar as riquezas contidas na revelação do nome divino. Deus é único, fora dele não há deuses. Transcende o mundo e a história. Foi Ele quem fez o céu e a terra: "Eles perecem, mas tu permaneces; todos ficam gastos como a roupa... mas tu existes, e teus anos jamais findarão!". Nele "não ha mudança, nem sombra de variação". Ele é "AQUELE QUE É", desde sempre e para sempre, e é assim que permanece sempre fiel a si mesmo e às suas promessas.

Deus, "AQUELE QUE É", é Verdade e Amor
Deus é a Verdade
- Deus é a própria Verdade, suas palavras não podem enganar. É por isso que podemos entregar-nos com toda a confiança à verdade e à fidelidade de sua palavra em todas as coisas.
- O começo do pecado e da queda do homem foi uma mentira do tentador que induziu duvidar da Palavra de Deus, de sua benevolência e fidelidade.
- A verdade de Deus é sua sabedoria que comanda toda ordem da criação e do governo do mundo. Deus, que sozinho criou o céu e a terra, é o único que pode dar o conhecimento verdadeiro de toda coisa criada em sua relação com ele.
- Deus é verdadeiro também quando se revela: o ensinamento que vem de Deus é "uma doutrina de verdade".

Deus é amor
- Deus ama seu Povo mais do que um esposo ama sua bem-amada; este amor se sobrepor até às piores infidelidades; ir até a mais preciosa doação:
 "Deus amou tanto o mundo, que entregou seu Filho único".
- O amor de Deus é "eterno": "Os montes podem mudar de lugar e as colinas podem abalar-se, mas o meu amor não mudará".
"Eu te amei com um amor eterno, por conservei por ti o amor".
Mas São João ir ainda mais longe ao afirmar: "Deus é Amor" (1Jo 4,8.16); o próprio Ser de Deus é Amor. Ao enviar, na plenitude dos tempos, seu Filho único e o Espírito de Amor, Deus revela seu segredo mais íntimo: Ele mesmo é eternamente intercâmbio de amor: Pai, Filho e Espírito Santo, e destinou-nos a participar deste intercâmbio.

O alcance da fé no Deus Único
- Crer em Deus, o Único, e amá-lo com todo o próprio ser tem consequências imensas para toda a nossa vida:
  • Significa conhecer a grandeza e a majestade de Deus.
"Deus, é grande demais para que o possamos conhecer".
  • Significa viver em ação de graças. Se Deus é o Único, tudo o que somos e tudo o que possuímos vem dele:
"Que é que possuis, que não tenhas recebido?".
  • Significa conhecer a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens. Todos eles são feitos "à imagem e à semelhança de Deus".
  • Significa usar corretamente das coisas criadas. A fé no Deus único nos leva a usar de tudo o que não é Ele, na medida em que isso nos aproxima dele, e a desapegar-nos das coisas, na medida em que nos desviam dele:
*Meu Senhor e meu Deus, tirai-me tudo o que me afasta de vós.
*Meu Senhor e meu Deus, dai-me tudo o que me aproxima de vós.
*Meu Senhor e meu Deus, desprendei-me de mim mesmo para doar-me por inteiro a vós.
  • Significa confiar em Deus em qualquer circunstancia, mesmo na adversidade.
Nada te perturbe / Nada te assuste / Tudo passa / Deus não muda.
A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem / Nada lhe falta.
Só Deus basta.

CIC-Catecismo da Igreja Católica 200-227

domingo, 15 de dezembro de 2013

A vida do homem: conhecer e amar a Deus

"PAI,... a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o Deus único verdadeiro, e aquele que enviaste, Jesus Cristo" (Jo 17,3).

"Deus, nosso Salvador... quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade" (1 Tm 2,3-4).

"Não há, debaixo do céu, outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" (At 4,12), afora o nome de JESUS.

A vida do homem: conhecer e amar a Deus
- Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar de sua vida bem-aventurada.
- Eis por que, desde sempre e em todo lugar, está perto do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-lo, a conhecê-lo e a amá-lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade de sua família, a Igreja.
- Faz isto por meio do Filho, que enviou como Redentor e Salvador quando os tempos se cumpriram.
- Nele e por Ele, chama os homens a se tornarem, no Espírito Santo, seus filhos adotivos, e portanto os herdeiros de sua vida bem-aventurada.

- A fim de que este chamado ressoe pela terra inteira, Cristo enviou os apóstolos que escolhera, dando-lhes o mandato de anunciar o Evangelho:
"Ide, fazei que todas as nações se tornem discípulos,
 batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e
ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei.
E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Mt 28,19-20).
- Fortalecidos com esta missão, os apóstolos:
"saíram a pregar por toda parte, agindo com eles o Senhor, e confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam" (Mc 16,20).

- Os que com a ajuda de Deus acolheram o chamado de Cristo e lhe responderam livremente foram por sua vez impulsionados pelo amor de Cristo a anunciar por todas as partes do mundo a Boa Notícia.
- Este tesouro recebido dos apóstolos foi guardado fielmente por seus sucessores.
- Todos os fiéis de Cristo são chamados a transmiti-lo de geração em geração:
·         anunciando a fé,
·         vivendo-a na partilha fraterna,
·         celebrando-a na liturgia e
·         na oração.

Transmitir a fé - a catequese
- Bem cedo passou-se a chamar de catequese o conjunto de esforços empreendidos na Igreja para fazer discípulos, para ajudar os homens a crerem que Jesus é o Filho de Deus, a fim de que, por meio da fé, tenham a vida em nome dele, para educá-los e instruí-los nesta vida, e assim construir o Corpo de Cristo.

"A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com o fim de os iniciar na plenitude da vida cristã."

- Sem confundir-se com eles, a catequese se articula em torno de determinado número de elementos da missão pastoral da Igreja que têm um aspecto catequético e que preparam a catequese ou dela derivam:
  • primeiro anúncio do Evangelho ou pregação missionária para suscitar a fé;
  • busca das razões de crer;
  • experiência de vida cristã;
  • celebração dos sacramentos;
  • integração na comunidade eclesial;
  • testemunho apostólico e missionário.
"A catequese anda intimamente ligada com toda a vida da Igreja. Não é somente a extensão geográfica e o aumento numérico, mas também e mais ainda o crescimento interior da Igreja, sua correspondência ao desígnio de Deus que dependem da catequese mesma."

- Os períodos de renovação da Igreja são também tempos fortes da catequese. Eis por que, na grande época dos Padres da Igreja, vemos Santos Bispos dedicarem uma parte importante de seu ministério à catequese. É a época de São Cirilo de Jerusalém e de São João Crisóstomo, de Santo Ambrósio e de Santo Agostinho, e de muitos outros Padres cujas obras catequéticas permanecem como modelos.

Fazer-se tudo para todos
- Aquele que ensina deve "fazer-se tudo para todos" (1 Cor 9,22), a fim de conquistar todos para Jesus Cristo...
- Particularmente, não imagine ele que lhe é confiado um único tipo de almas, e que consequentemente lhe é permitido ensinar e formar de modo igual todos os fiéis à verdadeira piedade, com um só e mesmo método, sempre igual!
- Saiba ele bem que uns são em Jesus Cristo como que criancinhas recém-nascidas, outros, como que adolescentes, e finalmente alguns estão como que na posse de todas as suas forças...
- Os que são chamados ao ministério da pregação devem, na transmissão dos mistérios da fé e das regras dos costumes, adaptar suas palavras ao espírito e à inteligência de seus ouvintes.

Acima de tudo a caridade
- Toda a finalidade da doutrina e do ensinamento deve ser posta no amor que não acaba.
- Com efeito, pode-se facilmente expor o que é preciso crer, esperar ou fazer; mas sobretudo é preciso fazer sempre com que apareça o Amor de Nosso Senhor, para que cada um compreenda que cada ato de virtude perfeitamente cristão não tem outra origem senão o Amor, e outro fim senão o Amor.

CIC-Catecismo da Igreja Católica  §1-25

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Liberdade, Efésios 1


- A Bíblia mostra reiteradamente que, quando Deus criou o mundo com sua Palavra, expressou satisfação, dizendo que era ‘bom’, e quando criou o ser humano disse que era ‘muito bom’.
“Deus os abençoou e lhes disse: ‘Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a
terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra”
- O mundo e o homem criado por Deus é Belo.
- Procedemos de um desígnio Divino de Sabedoria e Amor.
- Mas através do pecado essa beleza originária foi desonrada e essa bondade ferida.
- Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, em seu mistério pascal, recriou o homem fazendo-o filho e dando-lhe a garantia de novos céus e de uma nova terra.
- Levamos a imagem do primeiro Adão, mas somos chamados também, desde o principio, a produzir a imagem de Jesus Cristo-Novo Adão.
            Adão: escravo, infiel, desobediente e impaciente.
Jesus Cristo: livre, fiel, obediente e paciente.
- A criação leva a marca do Criador e deseja ser libertada e ‘participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus’. DA 27; Gênesis 1, 28; CIC 1606-1608; 2402-2406.

Leitura e Meditação da Carta de São Paulo aos Efésios 1:
Resumo de tudo: 1, 3.
“Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo:
Ele nos abençoou com toda benção espiritual, no céu, em Cristo.”

Primeira benção: Ele nos escolheu 1, 4.
“Ele nos escolheu em Cristo
antes de criar o mundo
para que sejamos santos e sem defeito
diante dele, no amor.”

Segunda benção: Ele nos predestinou 1, 5-6
“Ele nos predestinou
para sermos seus filhos adotivos
por meio de Jesus Cristo,
conforme a benevolência de sua vontade,
para o louvor da sua glória e da graça
que Ele derramou abundantemente sobre nós
por meio de seu Filho querido”
Terceira benção: Ele nos libertou 1, 7-8.
“Por meio do Sangue de Cristo é que fomos libertos e
nele nossas faltas foram perdoadas,
conforme a riqueza de sua graça.
Deus derramou sobre nós essa graça,
abrindo-nos para toda sabedoria e inteligência(#).”

Quarta benção: Ele nos fez conhecer o mistério de sua vontade 1, 9-10.
“Ele nos fez conhecer(#) o mistério da sua vontade,
a livre decisão que havia tomado outrora
de levar a história à sua plenitude,
reunindo o universo inteiro,
tanto as coisas celestes como as terrestres,
sob uma só Cabeça, Cristo.”

Quinta benção: Ele nos tornou herdeiros do Reino 1, 11-12.
“Em Cristo recebemos nossa parte na herança,
conforme o projeto daquele que tudo conduz segundo a sua vontade:
Fomos predestinados a ser louvor da sua glória,
nós, que já antes esperávamos em Cristo.”

Sexta benção: Ele nos deu o Espírito Santo 1, 13-14.
“Em Cristo, também vocês
ouviram a Palavra da Verdade, o Evangelho que os salva.

Em Cristo, ainda, vocês creram,
e foram marcados com o selo do Espírito prometido,
o Espírito Santo,
que é a garantia da nossa herança,
enquanto esperamos a completa libertação
do povo que Deus adquiriu
para o louvor da sua glória.”

Agradecimento e pedido: 1, 15-19
“Fiquei sabendo da fé* que vocês tem no Senhor Jesus e do amor* de vocês para com todos os cristãos. Por isso, não cesso de dar graças a respeito de vocês, quando os menciono em minhas orações.
- Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, lhes dê:
- Um espírito de sabedoria que lhes revele Deus, e faça que vocês o conheçam profundamente.
- Que lhes ilumine os olhos da mente (#), para que:
compreendam a esperança (*) para a qual ele os chamou;
entendam como é rica e gloriosa a herança destinada ao seu povo; e compreendam o grandioso poder com que ele age em favor de nós que acreditamos, conforme a sua força poderosa e eficaz.”
# (Potências da alma recebidas na concepção: Inteligência, Memória e Vontade).
* (Virtudes Teologais recebidas no Batismo: Fé, Esperança e Caridade).

Recebi de presente a:
LIBERDADE
  • Liberdade de ser filho de Deus
  • Liberdade Espiritual
  • Liberdade Profissional
  • Liberdade Financeira
  • Liberdade Moral
  • Liberdade Afetiva
  • Liberdade de corpo
- Como estou administrando este presente?
- Como estou testemunhando este presente?
- Como estou ensinando este presente?
- Qual imagem que reflito ao exercer a Liberdade que recebi de presente?
- A imagem de Adão ou do Novo Adão-JESUS CRISTO.

Oremos:
- Deus Pai Todo-Poderoso, /Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, /que és a essência da Verdade, /do Amor, /da Bondade, /da Beleza, /da Pureza /da Sabedoria /da alegria e da paz;
//e que pelos méritos de Seu Filho Jesus Cristo nos escolheu, /nos predestinou, /nos libertou, /nos fez conhecer os mistérios de Sua Vontade, /nos tornou herdeiros de Seu Reino /e nos concedeu o Espírito Santo para que sejamos verdadeiramente livres.

//Nos conceda em todos os dias de nossa vida terrena a graça de vos honrar e glorificar pelo exercício da liberdade que vós mesmos nos concedestes, /e cheguemos a contemplá-lo na vida futura e viver na alegria eterna convosco com a Virgem Maria, todos os santos e anjos, amem.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Céu

- Os que morrem na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque o vêem "tal como ele é" (1Jo 3,2), face a face (1Cor 13,12):
·         Com nossa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da Paixão de Cristo (...) e de todos os outros fiéis mortos depois de receberem o santo Batismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar quando morreram, (...) ou ainda, se houve ou há algo a purificar, quando, depois de sua morte, tiverem acabado de fazê-lo, (...) antes mesmo da ressurreição em seus corpos e do juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao céu, estiveram, estão e estarão no Céu, no Reino dos Céus e no paraíso celeste com Cristo, admitidos na sociedade dos santos anjos. Desde a paixão e a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, viram e vêem a essência divina com uma visão intuitiva e até face a face, sem a mediação de nenhuma criatura.
- Essa vida perfeita com a Santíssima Trindade, essa comunhão de vida e de amor com ela, com a Virgem Maria, os anjos e todos os bem-aventurados, é denominada "o Céu".
- O Céu é o fim último e a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva.
·         Viver no Céu é "viver com Cristo". Os eleitos vivem "nele", mas lá conservam - ou melhor, lá encontram – sua verdadeira identidade, seu próprio nome.
- Vida é, de fato, estar com Cristo; aí onde está Cristo, aí está a Vida, aí está o Reino.
- Por sua Morte e Ressurreição, Jesus Cristo nos "abriu" o Céu.
- A vida dos bem-aventurados consiste na posse em plenitude dos frutos da redenção operada por Cristo, que associou à sua glorificação celeste os que creram nele e que ficaram fiéis à sua vontade.
- O céu é a comunidade bem-aventurada de todos os que estão perfeitamente incorporados a Ele.

- Este mistério de comunhão bem-aventurada com Deus e com todos os que estão em Cristo supera toda compreensão e toda imaginação.
- A Escritura fala-nos dele em imagens:
·         vida,
·         luz,
·         paz,
·         festim de casamento,
·         vinho do Reino,
·         casa do Pai,
·         Jerusalém celeste,
·         Paraíso.
"O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam" (1Cor 2,9).

- Em razão de sua transcendência, Deus só poderá ser visto tal como é quando Ele mesmo abrir seu mistério à contemplação direta do homem e o capacitar para tanto.
- Esta contemplação de Deus em sua glória celeste é chamada pela Igreja de "visão beatifica":
·         Qual não será tua glória e tua felicidade: ser admitido a ver a Deus, ter a honra de participar das alegrias da salvação e da luz eterna na companhia de Cristo, o Senhor teu Deus (...) desfrutar no Reino dos Céus, na companhia dos justos e dos amigos de Deus, as alegrias da imortalidade adquirida.

- Na glória do Céu, os bem-aventurados continuam a cumprir com alegria a vontade de Deus em relação aos outros homens e à criação inteira.
- Já reinam com Cristo; com Ele "reinarão pelos séculos dos séculos" (Ap 22,5).

CIC-Catecismo da Igreja Católica §1023-1029

Juízo Particular

- A morte põe fim à vida do homem como tempo aberto ao acolhimento ou à recusa da graça divina manifestada em Cristo.
- O Novo Testamento fala do juízo principalmente na perspectiva do encontro final com Cristo na segunda vinda deste, mas repetidas vezes afirma também a retribuição, imediatamente depois da morte, de cada um em função de suas obras e de sua fé.
- A parábola do pobre Lázaro e a palavra de Cristo na cruz ao bom ladrão assim como outros textos do Novo Testamento, falam de um destino último da alma pode ser diferente para uns e outros.

- Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo:
·         seja por meio de uma purificação,
·         seja para entrar de imediato na felicidade do céu,
·         seja para condenar-se de imediato para sempre.
- No entardecer de nossa vida, seremos julgados sobre o amor.

CIC-Catecismo da Igreja Católica §1021-1022

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A Igreja cresce por atração

Viver em comunhão
§158. Igual às primeiras comunidades de cristãos, hoje nos reunimos assiduamente para:
  • “escutar o ensinamento dos apóstolos,
  • viver unidos e tomar parte no partir do pão e nas orações”
- A comunhão da Igreja se nutre com o Pão da Palavra de Deus e com o Pão do Corpo de Cristo. A Eucaristia, participação de todos no mesmo Pão de Vida e no mesmo Cálice de Salvação, nos faz membros do mesmo Corpo (cf. 1 Cor 10,17).
Ela é a fonte e o ponto mais alto da vida cristã, sua expressão mais perfeita e o alimento da vida em comunhão. Na Eucaristia, nutrem-se as novas relações evangélicas que surgem do fato de sermos filhos e filhas do Pai e irmãos e irmãs em Cristo. A Igreja que a celebra é “casa e escola de comunhão”, onde os discípulos compartilham a mesma fé, esperança e amor a serviço da missão evangelizadora.

§159. A Igreja, como “comunidade de amor” é chamada a refletir a glória do amor de Deus, que é comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos para Cristo. No exercício da unidade desejada por Jesus, os homens e mulheres de nosso tempo se sentem convocados e recorrem à formosa aventura da fé.
“Que também eles vivam unidos a nós para que o mundo creia” (Jo 17,21). 
- A Igreja cresce, não por proselitismo mas “por ‘atração’:
  • como Cristo ‘atrai tudo para si’ com a força do seu amor”.
  • A Igreja “atrai” quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou (cf. Rm 12,4-13; Jo 13,34). (Bento XVI/13.05.2007)

§160. A Igreja peregrina vive antecipadamente a beleza do amor que se realizará no final dos tempos na perfeita comunhão com Deus e com os homens. Sua riqueza consiste em viver, já neste tempo, a “comunhão dos santos”, ou seja, a comunhão nos bens divinos entre todos os membros da Igreja, em particular entre os que peregrinam e os que já gozam da glória. Constatamos que em nossa Igreja existem numerosos católicos que expressam sua fé e sua pertença de forma esporádica, especialmente através da piedade a Jesus Cristo, à Virgem e sua devoção aos santos.
- Convidamos esses a aprofundarem sua fé e participarem mais plenamente na vida da Igreja recordando-lhes que:
“em virtude do batismo,
são chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo”.

§161. A Igreja é comunhão no amor. Esta é sua essência e o sinal através do qual é chamada a ser reconhecida como seguidora de Cristo e servidora da humanidade. O novo mandamento é o que une os discípulos entre si, reconhecendo-se como irmãos e irmãs, obedientes ao mesmo Mestre, membros unidos à mesma Cabeça e, por isso, chamados a cuidarem uns dos outros (1Cor 13; Cl 3,12-14).

§162. A diversidade de carismas, ministérios e serviços, abre o horizonte para o exercício cotidiano da comunhão através da qual os dons do Espírito são colocados à disposição dos demais para que circule a caridade (cf. 1Cor 12,4-12).
- De fato, cada batizado é portador de dons que deve desenvolver em unidade e complementaridade com os dons dos outros, a fim de formar o único Corpo de Cristo, entregue para a vida do mundo. O reconhecimento prático da unidade orgânica e da diversidade de funções assegurará maior vitalidade missionária e será sinal e instrumento de reconciliação e paz para nossos povos.
- Cada comunidade é chamada a descobrir e integrar os talentos escondidos
e silenciosos que o Espírito presenteia aos fiéis.

Documento de Aparecida

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Sabedoria 7

A Sabedoria é:
·         um espírito inteligente,
·         santo,
·         único,
·         múltiplo,
·         sutil,
·         móvel,
·         penetrante,
·         puro,
·         claro,
·         inofensivo,
·         inclinado ao bem,
·         agudo,
·         livre,
·         benéfico,
·         benévolo,
·         estável,
·         seguro,
·         livre de inquietação,
·         que pode tudo,
·         que cuida de tudo,
·         que penetra em todos os espíritos:
·         os inteligentes,
·         os puros,
·         os mais sutis.
A Sabedoria é
·         mais ágil que todo o movimento,
·         ela atravessa e penetra tudo, graças à sua pureza.
A Sabedoria é
·         um sopro do poder de Deus,
·         uma irradiação límpida da glória do Todo-poderoso; assim mancha nenhuma pode insinuar-se nela.
A Sabedoria é
·         uma efusão da luz eterna,
·         um espelho sem mancha da atividade de Deus,
·         e uma imagem de sua bondade.
A Sabedoria
·         embora única, tudo pode;
·         imutável em si mesma, renova todas as coisas.
·         Ela se derrama de geração em geração nas almas santas e forma os amigos e os intérpretes de Deus,
·         porque Deus somente ama quem vive com a sabedoria!
A Sabedoria é
·         mais bela que o sol e
·         ultrapassa o conjunto dos astros.
·         comparada à luz, ela se sobreleva, porque à luz sucede a noite, enquanto que, contra a Sabedoria, o mal não prevalece.
A Sabedoria
·         estende seu vigor de uma extremidade do mundo à outra e
·         governa todas as coisas com felicidade.

- Se alguém dentre vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a concede generosamente a todos, sem recriminações, e ela ser-lhe-á dada; contanto que peça com fé, sem duvidar, porque aquele que duvida é semelhante às ondas do mar, impelidas e agitadas pelo vento.
Tiago 1, 5-7