Mostrando postagens com marcador Fidelidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fidelidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de janeiro de 2017

Vida Consagrada


Vida Consagrada
§914 "O estado de vida constituído pela profissão dos conselhos evangélicos, embora não pertença à estrutura hierárquica da Igreja, está, contudo, firmemente relacionado com sua vida e santidade."

CONSELHOS EVANGÉLICOS, VIDA CONSAGRADA
§915 Os conselhos evangélicos, em sua multiplicidade, são propostos a todo discípulo de Cristo. A perfeição da caridade à qual todos os fiéis são chamados comporta para os que assumem livremente o chamado à vida consagrada a obrigação de praticar, a castidade no celibato pelo Reino, a pobreza e a obediência. E a profissão desses conselhos em um estado de vida estável reconhecido pela Igreja que caracteriza a "vida consagrada" a Deus.

- O estado da vida consagrada aparece, portanto, como uma das maneiras de conhecer uma consagração "mais íntima", que se radica no Batismo e se dedica totalmente a Deus. Na vida consagrada, os fiéis de Cristo se propõem, sob a moção do Espírito Santo, seguir a Cristo mais de perto, doar-se a Deus amado acima de tudo e, procurando alcançar a perfeição da caridade a serviço do Reino, significar e anunciar na Igreja a glória do mundo futuro.

UMA GRANDE ÁRVORE, DE MÚLTIPLOS RAMOS
§917 Disso resultou que, como numa árvore frondosa e admiravelmente variegada na seara do Senhor - e isto em virtude do germe divinamente plantado -, floresceram as diversas modalidades da vida solitária ou comum, assim como as várias famílias quais vão aumentando tanto para proveito dos próprios membros quanto para o bem de todo o Corpo de Cristo."
- "Desde os primórdios da Igreja existiram homens e mulheres que se propuseram, pela prática dos conselhos evangélicos, seguir a Cristo com maior liberdade e imitá-lo mais de perto, e levaram, cada qual a seu modo, uma vida consagrada a Deus. Dentre eles, muitos, por inspiração do Espírito Santo, ou passaram a vida na solidão ou fundaram famílias religiosas, que a Igreja, de boa vontade, recebeu e aprovou com sua autoridade."
Os Bispos hão de empenhar-se sempre em discernir os novos dons de vida consagrada confiados pelo Espírito Santo à sua Igreja; a aprovação de novas formas de vida consagrada é reservada à Sé Apostólica.

A VIDA EREMÍTICA
§920 Embora nem sempre professem publicamente os três conselhos evangélicos, os eremitas, "por uma separação mais rígida do mundo, pelo silêncio da solidão, pela assídua oração e penitência, consagram a vida ao louvor de Deus e à salvação do mundo.
- Os eremitas mostram a cada um este aspecto interior do mistério da Igreja, que é a intimidade pessoal com Cristo. Escondida aos olhos dos homens, a vida do eremita é pregação silenciosa daquele ao qual entregou sua vida, pois é tudo para Ele. É um chamado peculiar a encontrar no deserto, precisamente no combate espiritual, a glória do Crucificado.

AS VIRGENS E AS VIÚVAS CONSAGRADAS
§922 Desde os tempos apostólicos, virgens e viúvas cristãs, chamadas pelo Senhor a apegar-se a Ele sem partilha em uma liberdade maior de coração, de corpo e de espírito, tomaram a decisão, aprovada pela Igreja, de viver respectivamente no estado de virgindade ou de castidade perpétua "por causa do Reino dos Céus" (Mt 19,12).
- "Emitindo o santo propósito de seguir a Cristo mais de perto, [as Virgens] são consagradas a Deus pelo Bispo diocesano segundo o rito litúrgico aprovado, misticamente desposadas com Cristo, Filho de Deus, e dedicadas ao serviço da Igreja." Por este rito solene ("Consecratio virginum"), "a virgem é constituída pessoa consagrada, sinal transcendente do amor da Igreja a Cristo, imagem escatológica desta Esposa do Céu e da vida futura".
- "Acrescentada às outras formas de vida consagrada", a ordem das virgens constitui a mulher que vive no mundo (ou a monja) na oração, na penitência, no serviço a seus irmãos e no trabalho apostólico, conforme o estado e os carismas respectivos oferecidos a cada uma. As virgens consagradas podem associar-se para guardar mais fielmente seus propósitos.

A VIDA RELIGIOSA
§925 Nascida no Oriente nos primeiros séculos do cristianismo e vivida nos institutos canonicamente erigidos pela Igreja, a vida religiosa se distingue das outras modalidades de vida consagrada pelo aspecto cultual, pela profissão pública dos conselhos evangélicos, pela vida fraterna levada em comum, pelo testemunho da união de Cristo com a Igreja.
- A vida religiosa faz parte do mistério da Igreja. É um dom que a Igreja recebe de seu Senhor e que oferece como um estado de vida permanente ao fiel chamado por Deus na profissão dos conselhos. Assim, a Igreja pode ao mesmo tempo manifestar o Cristo e reconhecer-se como esposa do Salvador. A vida religiosa é convidada a significar, em suas variadas formas, a própria caridade de Deus, em linguagem de nossa época.
- Todos os religiosos, isentos ou não, são contados entre os cooperadores do Bispo diocesano em seu ministério pastoral. A implantação e a expansão missionária da Igreja exigiram a presença da vida religiosa sob todas as suas formas desde os inícios da evangelização. "A história atesta os grandes méritos das famílias religiosas na propagação da fé e na formação de novas Igrejas, desde as antigas instituições monásticas e as ordens medievais até as congregações modernas."

OS INSTITUTOS SECULARES"
§928 Instituto secular é um instituto de vida consagrada no qual os fiéis, vivendo no mundo, tendem à perfeição da caridade e procuram cooperar para a santificação do mundo, principalmente a partir de dentro.
- "Por uma "vida perfeita [= perfeitamente] e inteiramente consagrada a [esta] santificação", os membros desses institutos participam da tarefa de evangelização da Igreja, "no mundo e partir do mundo", onde sua presença age "à guisa de um fermento". Seu "testemunho de vida cristã" visa "organizar as coisas temporais de acordo com Deus e impregnar o mundo com a força do Evangelho". Eles assumem por vínculos sagrados os conselhos evangélicos e mantêm entre si a comunhão e a fraternidade próprias de seu "modo de vida secular".
  
AS SOCIEDADES DE VIDA APOSTÓLICA
§930 Às formas diversas de vida consagrada "acrescentam-se as sociedades de vida apostólica, cujos membros, sem os votos religiosos, buscam a finalidade apostólica própria de sua sociedade e, levando vida fraterna em comum, segundo o próprio modo de vida, tendem à perfeição da caridade pela observância das constituições. Entre elas há sociedades cujos membros assumem os conselhos evangélicos" por meio de algum vínculo determinado pelas constituições.

CONSAGRAÇÃO E MISSÃO: ANUNCIAR O REI QUE VEM
§931 Entregue a Deus supremamente amado, aquele que pelo Batismo já estava consagrado a ele é assim consagrado mais intimamente ao serviço divino e dedicado ao bem da Igreja. Pelo estado de consagração a Deus, a Igreja manifesta Cristo e mostra como o Espírito Santo age nela de maneira admirável.
- Os que professam os conselhos evangélicos têm, pois, por missão primeiramente viver sua consagração. Mas "enquanto dedicados, em virtude da própria consagração, ao serviço da Igreja têm obrigação de se entregar, de maneira especial, à ação missionária no modo próprio de seu instituto".
- Na Igreja -ela é como sacramento, isto é, o sinal e o instrumento da vida de Deus-, a vida consagrada aparece como um sinal peculiar do mistério da redenção. Seguir e imitar a Cristo "mais de perto", manifestar "mais claramente" seu aniquilamento é estar "mais profundamente" presente a seus contemporâneos, no coração de Cristo. Pois os que estão nesta via "mais estreita" estimulam seus irmãos por seu exemplo, dão este testemunho brilhante de "que o mundo não pode ser transfigurado e oferecido a Deus sem o espírito das bem-aventuranças".
- Seja este testemunho público, como no estado religioso, ou mais discreto, ou até secreto, o advento de Cristo permanece para todos os consagrados a origem e a orientação de sua vida:
- Como o povo de Deus não possui aqui na terra morada permanente, o estado religioso manifesta já aqui neste mundo a todos os crentes a presença dos bens celestes, dá testemunho da vida nova e eterna adquirida pela redenção de Cristo, prenuncia a, ressurreição futura e a glória do Reino celeste.
Catecismo da Igreja Católica


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Matrimônio

O que é Sacramento?
- Sacramento é uma representação material, visível, de uma realidade invisível, que está contida nele e é comunicada quando há convivência e correspondência; são sete:
Iniciação Cristã: Batismo / Crisma / Eucaristia;
Cura: Penitência / Unção dos Enfermos;
Serviço: Matrimônio / Ordem.
- Para que você receba todas as graças que cada sacramento confere, é essencial que se apresente para recebê-lo com fé e humildade, dando a Deus ocasião de mostrar o seu poder.

O Sacramento do Matrimônio confere graças especiais
- Se o esposo ou a esposa tenha tido um dia mau e estiver talvez desanimado pela pressão de um problema doméstico sério, sentindo-se tentado a autocompadecer-se e a pensar que foi um erro casar-se, esse é o momento de recordar que o matrimônio é um sacramento.
- É o momento de recordar que tem absoluto direito a qualquer graça de que possa necessitar nessa situação; a qualquer graça de que possa carecer para fortalecer a sua humana fraqueza e chegar à solução do problema.
- Aos esposos que fazem tudo o que está em seu alcance para que seu matrimônio seja verdadeiramente cristão, Deus comprometeu-se a dar todas as graças de que necessitam e quando as necessitem, e Deus é sempre fiel aos seus compromissos.

- Por ser um sacramento, o matrimônio confere dois gêneros de graça:
1º) No exato momento em que é recebido, infunde um aumento de Graça Santificante. Quando os noivos se voltam para descer os degraus do altar, suas almas são espiritualmente mais fortes e mais belas do que quando, minutos antes, subiram ao altar.

2º) Recebem também a Graça Sacramental, que consiste no direito de receber de Deus as Graças atuais de que os esposos possam necessitar através dos anos para assegurarem uma união feliz e frutuosa:
Aperfeiçoa o amor natural entre marido e mulher, elevando-o a um nível sobrenatural que ultrapassa a mera compatibilidade mental e física. Confere generosidade e responsabilidade para gerar e criar os filhos, prudência e discernimento para enfrentar os inúmeros problemas que a vida familiar traz consigo. Ajuda os esposos a adaptarem-se aos defeitos um do outro e a desculpá-los.

Matrimônio: Igreja Doméstica
- Cristo quis nascer e crescer no seio da Sagrada Família: José e Maria.
- A Igreja não é outra coisa senão a "família de Deus". Desde suas origens, o núcleo da Igreja era em geral constituído por aqueles que, "com toda a sua casa", se tornavam cristãos. Quando eles se convertiam, desejavam também que "toda a sua casa" fosse salva. Essas famílias que se tornavam cristãs eram redutos de vida cristã num mundo incrédulo.

- Em nossos dias, num mundo que se tornou estranho e até hostil à fé, as famílias cristãs são de importância primordial, como lares de fé viva e irradiante.
É no seio da família que os pais são para os filhos, pela palavra e pelo exemplo os primeiros mestres da fé. E favoreçam a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada.

- É na família que se exerce de modo privilegiado o sacerdócio batismal do pai de família, da mãe, dos filhos, de todos os membros da família, "na recepção dos sacramentos, na oração e ação de graças, no testemunho de uma vida santa, na abnegação e na caridade ativa". O lar é, assim, a primeira escola de vida cristã e "uma escola de enriquecimento humano". É aí que se aprende:
  •  a resistência à fadiga e a alegria do trabalho, 
  • o amor fraterno, 
  • o perdão generoso e mesmo reiterado e, sobretudo, 
  • o culto divino pela oração e oferenda de sua vida.


Fecundidade no Matrimônio
- O instituto do Matrimônio e o amor dos esposos estão, por sua índole natural, ordenados à procriação e à educação dos filhos, e por causa dessas coisas são como que coroados de maior glória.
- Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e contribuem grandemente para o bem dos próprios pais. Deus mesmo disse: "Não convém ao homem ficar sozinho" Gn 2,18, e "criou de início o homem como varão e mulher" Mt 19,4; querendo conferir ao homem participação especial em sua obra criadora, abençoou o varão e a mulher dizendo: "Crescei e multiplicai-vos" Gn 1,28. Donde se segue que o cultivo do verdadeiro amor conjugal e toda a estrutura da vida familiar que daí promana, sem desprezar os outros fins do Matrimônio, tendem a dispor os cônjuges a cooperar corajosamente como amor do Criador e do Salvador que, por intermédio dos esposos, quer incessantemente aumentar e enriquecer sua família.

- A fecundidade do amor conjugal se estende aos frutos vida moral, espiritual e sobrenatural que os pais transmitem a seus filhos pela educação. Os pais são os principais e primeiros educadores de seus filhos. Neste sentido, a tarefa fundamental do Matrimônio e da família é estar a serviço da vida.

- Os esposos a quem Deus não concedeu ter filhos podem, no entanto, ter uma vida conjugal cheia de sentido, humana e cristãmente. Seu Matrimônio pode irradiar uma fecundidade de caridade, acolhimento e sacrifício.

A Fidelidade do amor conjugal
- O amor conjugal exige dos esposos, por sua própria natureza, uma fidelidade inviolável. 
- Isso é a conseqüência do dom de si mesmos que os esposos fazem um ao outro. 
- O amor quer ser definitivo. Não pode ser "até nova ordem". 
"Esta união íntima, doação recíproca de duas pessoas e o bem dos filhos 
exigem perfeita fidelidade dos cônjuges e sua indissolúvel unidade."
- O motivo mais profundo se encontra na fidelidade de Deus à sua aliança, de Cristo à sua Igreja. Pelo sacramento do Matrimônio, os esposos se habilitam a representar esta fidelidade e a testemunhá-la. Pelo sacramento, a indissolubilidade do casamento recebe um novo e mais profundo sentido.

- Pode parecer difícil e até impossível ligar-se por toda a vida a um ser humano. Por isso é de suma importância anunciar a Boa Nova de que Deus nos ama com um amor definitivo e irrevogável, que os esposos participam deste amor, que Ele os apóia e mantém e que, por meio de sua fidelidade, podem ser testemunhas do amor fiel de Deus. Os esposos que, com a graça de Deus, dão esse testemunho, não raro em condições bem difíceis, merecem a gratidão e o apoio da comunidade eclesial.

- Cristo é a fonte desta graça. "Como outrora Deus tomou a iniciativa do pacto de amor e fidelidade com seu povo, assim agora o Salvador dos homens, Esposo da Igreja, vem ao encontro dos cônjuges cristãos pelo sacramento do Matrimônio." Permanece com eles, concede-lhes a força de segui-lo levando sua cruz e de levantar-se depois da queda, perdoar-se mutuamente, carregar o fardo uns dos outros, submeter-se uns aos outros no temor de Cristo e amar-se com um amor sobrenatural, delicado e fecundo. Nas alegrias de seu amor e de sua vida familiar, Ele lhes dá, aqui na terra, um antegozo do festim de núpcias do Cordeiro.

(CIC-Catecismo da Igreja Católica 1601-1666)

sábado, 2 de novembro de 2013

Igreja, Comunhão entre o céu e a terra


A comunhão entre a Igreja do Céu e a terra
Os três estados da Igreja:
- Até que o Senhor venha em Sua majestade e, com ele, todos os anjos e, tendo sido destruída a morte, todas as coisas lhe forem sujeitas,
  1. alguns dentre os seus discípulos peregrinam na terra;
  2. outros, terminada esta vida, são purificados;
  3. enquanto outros são glorificados, vendo claramente o próprio Deus trino e uno, assim como é.
  • Todos, porém, em grau e modo diverso, participamos da mesma caridade de Deus e do próximo e cantamos o mesmo hino de glória a nosso Deus. Pois todos quantos são de Cristo, tendo o seu Espírito, congregam-se em uma só Igreja e nele estão unidos entre si.
- A união dos que estão na terra com os irmãos que descansam na paz de Cristo de maneira alguma se interrompe; pelo contrário, segundo a fé perene da Igreja, vê-se fortalecida pela comunicação dos bens espirituais.
LG-Lumen Gentium §49

A intercessão dos santos:
- Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus.
- Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio:
  • Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida. São Domingos
  • Passarei meu céu fazendo bem na terra. Santa Terezinha Menino Jesus

A comunhão com os santos:
- Veneramos a memória dos habitantes do céu não somente a título de exemplo; fazemo-lo ainda mais para corroborar a união de toda a Igreja no Espírito, pelo exercício da caridade fraterna.
- Pois, assim como a comunhão entre os cristãos da terra nos aproxima de Cristo, da mesma forma o consórcio com os santos nos une a Cristo, do qual como de sua fonte e cabeça, promana toda a graça e a vida do próprio Povo de Deus.
  • Nós adoramos Cristo qual Filho de Deus. Quanto aos mártires, os amamos quais discípulos e imitadores do Senhor e, o que é justo, por causa de sua incomparável devoção por seu Rei e Mestre. Possamos também nós ser companheiros e condiscípulos seus.
São Policarpo

A comunhão com os falecidos:
- Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos (...) e,
`já que é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados' (II Macabeus 12, 46),
também ofereceu sufrágios em favor deles.
- Nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz sua intercessão por nós.

... na única família de Deus:
- Todos os que somos filhos de Deus e constituímos uma única família em Cristo, enquanto nos comunicamos uns com os outros em mútua caridade e num mesmo louvor à Santíssima Trindade, realizamos a vocação própria da Igreja.

CIC-Catecismo da Igreja Católica §954-959

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Igreja

IGREJA – Um projeto nascido no coração do Pai
- O Pai eterno, por libérrimo e arcano desígnio de sua sabedoria e bondade, criou todo o universo; decidiu elevar os homens à comunhão da vida divina, à qual chama todos os homens em seu Filho: Todos os que crêem em Cristo, o Pai quis chamá-los a formarem a santa Igreja. Esta "família de Deus" se constitui e se realiza gradualmente ao longo das etapas da história humana, segundo as disposições do Pai. Desde a origem do mundo a Igreja foi:
·         Prefigurada (§760)
·         Preparada na história do povo de Israel e na antiga aliança (§761)
·         Fundada nos últimos tempos (§763)
·         Manifestada pela efusão do Espírito Santo (§767)
·         Consumada será no fim dos tempos (§769)
(LG-Lumen Gentium 2)

IGREJA - Prefigurada desde a origem do mundo
- "O mundo foi criado em vista da Igreja", diziam os cristãos dos primeiros tempos.
- Deus criou o mundo em vista da comunhão com sua vida divina, comunhão esta que se realiza pela "convocação" dos homens em Cristo, e esta "convocação" é a Igreja.

- A Igreja é a finalidade de todas as coisas, e as próprias vicissitudes dolorosas, como a queda dos anjos e o pecado do homem, só foram permitidas por Deus como ocasião e meio para desdobrar toda a força de seu braço, toda a medida de amor que Ele queria dar ao mundo:
·         Assim como a vontade de Deus é um ato e se chama mundo, assim também sua intenção é a salvação dos homens e se chama Igreja.

IGREJA - Preparada na Antiga Aliança
- O congraçamento do povo de Deus começa no instante em que o pecado destrói a comunhão dos homens com Deus e a dos homens entre si.
- A convocação da Igreja é por assim dizer a reação de Deus ao caos provocado pelo pecado. Esta reunificação realiza-se secretamente dentro de todos os povos: "Em qualquer nação, quem o teme e pratica a justiça lhe é agradável" At 10,35.
- A preparação longínqua da reunião do Povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que será o pai de um grande povo.
- A preparação imediata tem seus inícios com a eleição de Israel como povo de Deus. Por sua eleição, Israel deve ser o sinal do congraçamento futuro de todas as nações. Mas já os profetas acusam Israel de ter rompido a aliança e de ter-se comportado como uma prostituta. Anunciam uma nova e eterna Aliança. "Esta Aliança Nova, Cristo a instituiu."

IGREJA - Instituída por Cristo Jesus
- Cabe ao Filho realizar, na plenitude dos tempos, o plano de salvação de seu Pai. Este é o motivo de sua "missão":
·         "O Senhor Jesus iniciou sua Igreja pregando a Boa Nova, isto é, o advento do Reino de Deus prometido nas Escrituras havia séculos." Para cumprir a vontade do Pai, Cristo inaugurou o Reino dos Céus na terra. A Igreja "é o Reino de Cristo já misteriosamente presente"'.
- "Este Reino manifesta-se lucidamente aos homens na palavra, nas obras e na presença de Cristo."
·         Acolher a palavra de Jesus é "acolher o próprio Reino.
- O germe e o começo do Reino são o "pequeno rebanho" (Lc 12,32) dos que Jesus veio convocar em torno de si, dos quais ele mesmo é o pastor".
- Eles constituem a verdadeira família de Jesus.
·         Aos que assim reuniu em torno dele, ensinou uma "maneira de agir" nova e também uma oração própria.

- O Senhor Jesus dotou sua comunidade de uma estrutura que permanecerá até a plena consumação do Reino. Há antes de tudo a escolha dos Doze, com Pedro como seu chefe. Representando as doze tribos de Israel, eles são as pedras de fundação da nova Jerusalém. Os Doze e os outros discípulos participam da missão de Cristo, de seu poder, mas também de sua sorte (cf. Mt 10, 25; Jo 15, 20) . Por meio de todos os esses atos, Cristo prepara e constrói sua Igreja.

- Mas a Igreja nasceu primeiramente do dom total de Cristo para nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na Cruz.
- "O começo e o crescimento da Igreja são significados pelo sangue e pela água que saíram do lado aberto de Jesus crucificado."

·         "Pois do lado de Cristo dormindo na Cruz é que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja." Da mesma forma que Eva foi formada do lado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração traspassado de Cristo morto na Cruz.

IGREJA - Manifestada pelo Espírito Santo
- "Terminada a obra que o Pai havia confiado ao Filho para realizar na terra, foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes para santificar a Igreja permanentemente."
- Foi então que "a Igreja se manifestou publicamente diante da multidão e começou a difusão do Evangelho com a pregação".
- Por ser "convocação" de todos os homens para a salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária enviada por Cristo a todos os povos para fazer deles discípulos.

- Para realizar sua missão, o Espírito Santo "dota e dirige a Igreja mediante os diversos dons hierárquicos e carismáticos. "Por isso a Igreja, enriquecida com os dons de seu Fundador e empenhando-se em observar fielmente seus preceitos de caridade, humildade e abnegação, recebeu a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus e de estabelecê-lo em todos os povos; deste Reino ela constitui na terra o germe e o início."

IGREJA - Consumada na Glória
- "A Igreja... só terá sua consumação na glória celeste quando do retomo glorioso de Cristo.
- Até aquele dia, "a Igreja avança em sua peregrinação por meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus".
- Aqui na terra, sabe que está em exílio, longe do Senhor e aspira ao advento pleno do Reino, "a hora em que ela será, 'na glória, reunida a seu Rei".
·         A consumação da Igreja e, por meio dela, a do mundo, na glória, não acontecerá sem grandes provações.
- Só então "todos os justos, desde Adão, em seguida Abel, o justo, até o último eleito, serão congregados junto do Pai na Igreja universal"


CIC-Catecismo da Igreja Católica §758-769

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Podemos ter imagens?


- De modos diversos os católicos são acusados de fabricar imagens e adora-las.
- A Bíblia proíbe às imagens de ídolos ou falsos deuses (Êxodo 25,18), mas não proíbe de fazer imagens como ‘enfeites religiosos’.


O que é um ídolo segundo a Bíblia?
- No tempo de Moisés, Deus começou a formar seu povo escolhido, o povo de Israel. Era um povo bem simples e que tinham o costume de adorar vários deuses que eram representados por imagens de animais.

- Deus chamou o ‘seu’ povo a trilhar os ‘seus’ caminhos: a abandonar os falsos deuses e a adorar o Deus único e verdadeiro.



Fundamentação Bíblica
- A Sagrada Escritura sempre faz distinção entre imagens como ‘ídolos’ e imagens como ‘enfeites ou sinais religiosos’.
- Deus mandou Moisés fazer imagens como ‘símbolos religiosos’:
“Farão dois querubins de ouro maciço, lavrados a martelo e colocá-los-ão nas extremidades do lugar do perdão, um a cada lado...ali falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel” Êxodo 25,18-22
- Os Israelitas murmuravam contra Deus e contra Moisés, então Deus mandou contra eles serpentes venenosas que os mordiam, de modo que morreu muita gente. Moisés intercedeu pelo povo e Deus lhe respondeu: “Faze uma serpente de bronze, coloca-a numa haste e todo aquele que para ela olhar será salvo” Números 21,4-9
- Percebemos nestes e em outros textos que a imagem foi feita a mando de Deus somente como ‘sinal religioso’.

As imagens na vida diária
- Todos nós, inclusive nossos irmãos evangélicos que nos acusam de ‘adorar’ imagens tem fotos de seus familiares em suas casas; temos fotos de parentes falecidos e vivos, no entanto não significa que estamos adorando-os, mas simplesmente reavivando em nossa memória aquelas pessoas que passaram pelas nossas vidas e que foram importantes para nós. Após algum tempo aquelas fotos ficam velhas, jogamos fora e substituímos por outras.

- Assim acontece com as imagens que temos em nossos oratórios particulares ou nas Igrejas Católicas; são imagens que representam Deus, a Virgem Maria e os Santos de nossa devoção e que nos são exemplo de vida cristã.
- A Igreja Católica aceita o respeito e a veneração, mas nunca ensinou a adoração a uma imagem. Nunca fiquemos de joelhos diante de uma imagem para prestar culto de adoração, mas podemos ficar de joelhos diante desta mesma imagem, pedir perdão a Deus pelos nossos pecados e que o santo representado naquela imagem interceda por nós.
- Cada um pode se ajoelhar em qualquer lugar para invocar a Deus, seja no quarto, na cozinha ou no quintal de casa. Antes de nos deitar podemos nos ajoelhar diante de um crucifixo para deste modo falar com Deus, porém não devemos imaginar que tal imagem seja milagrosa e tem poderes mágicos.
- Devemos corrigir estas atitudes e explicar aos desavisados que somente Deus faz milagres.
- Aceitamos, porém, que Deus pode agir por intercessão dos santos, assim como agiu após a intercessão de Moisés, como vimos nos textos acima.

Os falsos deuses e ídolos do nosso tempo
- Os ídolos e falsos deuses não se encontram nos templos, mas nos poderes que dominam o homem moderno por dentro. São poderes falsos que destroem as boas relações com o próximo e com Deus.
- Esses ídolos modernos estão, muitas vezes, em nossas ruas, em nossas instituições, em nossas comunidades e famílias. Essa é a idolatria que devemos desterrar. (Efésios 4,14):
- Temos o ‘deus dinheiro’ que por ele somos instigados a mentiras, enganos, roubos, tráfico de drogas, etc... e parece que em nome desse deus tudo é permitido. Em nosso tempo vivemos vários contra valores cristãos e que são propostos pelos deuses do nosso tempo:
- Consumismo (tendência a comprar exageradamente ou além da necessidade);
- Corrupção (cuidados com o mundo e a sedução das riquezas terrenas sufocando a Palavra Mt 13);
- Hedonismo (considerar o prazer como objetivo de vida);
- Relativismo (ato de afirmar que as verdades que cremos –morais, religiosas, etc-.variam conforme a época, lugar, grupo social ou indivíduos).
- Permissivismo (tudo posso, faço, ouço e vejo tudo o que quero, tudo experimento em minha vida. Contrario a Palavra de Deus que diz: “Tudo posso, mas nem tudo me convém” )

- O lugar onde esses falsos deuses são gerados está no coração e não em coisas ou objetos de madeira ou gesso.
- No Antigo Testamento não se representava Deus porque o Filho de Deus-Jesus Cristo não tinha tomado corpo nem forma humana. Com a encarnação, o próprio Verbo encarnado tomou forma humana e nos mandou guardar sua memória.
Podemos ter imagens?
“O Senhor disse a Moisés: ‘faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre o poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo’. Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida” Números 21,8-9

- O próprio Jesus Cristo ensinou que o relato sobre a serpente de bronze é uma lição para nós acerca da importância de se olhar para o Salvador e Seu sacrifício expiatório: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o filho do homem para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna” João 3,14

- O Papa São Gregório Magno escreveu a um Bispo que ordenou quebrar as imagens:
“Tu não devias quebrar o que foi colocado na Igrejas não para ser adorado, mas simplesmente para ser venerado. Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, mediante essa imagem, a quem se dirigem suas preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os ignorantes; mediante essas imagens aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler.”

Cantando a fé com Padre Zezinho
Não importa se esta imagem é a imagem verdadeira, ou não é.
Para mim é indiferente se ela é cópia ou não é. Eu tenho fé.
Tenho imagem lá em casa e não cometo idolatria: eu vejo a luz.
Uma coisa é uma imagem e outra coisa é a pessoa de Jesus ou Maria..
Imagens são sinais a me lembrar onde Deus agiu!!
Imagens são sinais a me apontar por onde alguém seguiu!
Imagens são apenas o que são: sinais, sinais, sinais...

Quem fundou sua Igreja
Ano
Religião
Fundador
Local
33
Católicos
Jesus Cristo
Galiléia
1521
Luteranos
Martinho Lutero
Alemanha
1534
Anglicanos
Henrique VII
Inglaterra
1560
Presbiterianos
John Knok
Inglaterra
1791
Metodistas
J.Wesley
USA
1848
Espiritismo
Família Fox
USA

Imprima frente e verso na folha A4 (folheto)