sábado, 2 de novembro de 2013

Igreja, Comunhão entre o céu e a terra


A comunhão entre a Igreja do Céu e a terra
Os três estados da Igreja:
- Até que o Senhor venha em Sua majestade e, com ele, todos os anjos e, tendo sido destruída a morte, todas as coisas lhe forem sujeitas,
  1. alguns dentre os seus discípulos peregrinam na terra;
  2. outros, terminada esta vida, são purificados;
  3. enquanto outros são glorificados, vendo claramente o próprio Deus trino e uno, assim como é.
  • Todos, porém, em grau e modo diverso, participamos da mesma caridade de Deus e do próximo e cantamos o mesmo hino de glória a nosso Deus. Pois todos quantos são de Cristo, tendo o seu Espírito, congregam-se em uma só Igreja e nele estão unidos entre si.
- A união dos que estão na terra com os irmãos que descansam na paz de Cristo de maneira alguma se interrompe; pelo contrário, segundo a fé perene da Igreja, vê-se fortalecida pela comunicação dos bens espirituais.
LG-Lumen Gentium §49

A intercessão dos santos:
- Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus.
- Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio:
  • Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida. São Domingos
  • Passarei meu céu fazendo bem na terra. Santa Terezinha Menino Jesus

A comunhão com os santos:
- Veneramos a memória dos habitantes do céu não somente a título de exemplo; fazemo-lo ainda mais para corroborar a união de toda a Igreja no Espírito, pelo exercício da caridade fraterna.
- Pois, assim como a comunhão entre os cristãos da terra nos aproxima de Cristo, da mesma forma o consórcio com os santos nos une a Cristo, do qual como de sua fonte e cabeça, promana toda a graça e a vida do próprio Povo de Deus.
  • Nós adoramos Cristo qual Filho de Deus. Quanto aos mártires, os amamos quais discípulos e imitadores do Senhor e, o que é justo, por causa de sua incomparável devoção por seu Rei e Mestre. Possamos também nós ser companheiros e condiscípulos seus.
São Policarpo

A comunhão com os falecidos:
- Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos (...) e,
`já que é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados' (II Macabeus 12, 46),
também ofereceu sufrágios em favor deles.
- Nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz sua intercessão por nós.

... na única família de Deus:
- Todos os que somos filhos de Deus e constituímos uma única família em Cristo, enquanto nos comunicamos uns com os outros em mútua caridade e num mesmo louvor à Santíssima Trindade, realizamos a vocação própria da Igreja.

CIC-Catecismo da Igreja Católica §954-959