segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Temperamento Pleno do Espírito Santo

 “O Fruto do Espírito Santo é: Amor, Alegria, Paz, Paciência, 
Delicadeza, Bondade, Confiança, Mansidão, Continência” (Gálatas 5,22-23)

- O Temperamento Pleno do Espírito Santo desconhece fraquezas, em lugar delas, possui nove forças inteiramente abrangentes; é o homem como Deus entende que deva ser, ele terá suas próprias forças ingênitas, a manter-lhe a individualidade, mas não será dominado pelas suas fraquezas, as nove características do Espírito Santo as transformarão.
- Todas essas características se encontram exemplificadas na vida de Jesus Cristo, ele é o exemplo máximo do homem controlado pelo Espírito Santo, qualquer individuo ao evidenciar tais características há de ser um homem feliz, ajustado e muito produtivo.
- Esta vida não é fruto do esforço do homem, mas o resultado Sobrenatural do Espírito Santo controlando todas as facetas do Cristão.

AMOR: O Senhor Jesus disse: “Amarás ao Senhor teu Deus com todo coração, toda alma, todo raciocínio” e “Amarás o próximo como a ti mesmo”;
- Muito honestamente, essa espécie de amor é sobrenatural!
- Amor a Deus que torne um homem mais interessado no Reino de Deus do que no reino material em que vive é Sobrenatural, pois o homem, por natureza, é uma criatura gananciosa;
- Amor ao próximo não apenas por aqueles que suscitam admiração ou a compaixão em nós, mas por todos os homens. Essa espécie de amor é gerada pelo homem e efetivada por Deus.

ALEGRIA: A alegria é uma das virtudes fundamentais do Cristão; merece um lugar ao lado do Amor, o pessimismo é um grave defeito. Não é a alegria ilusória tal qual o mundo a concebe; é a alegria duradoura emanada de toda Graça de Deus em nossa posse da benção que é nossa e que não é enfraquecida pela adversidade.
- A alegria concedida pelo Espírito Santo não é limitada pelas circunstâncias; existe uma diferença entre alegria e felicidade:
- A felicidade é algo que acontece exatamente devido ao equilíbrio das circunstancias, mas a alegria persiste a despeito delas.
- A alegria não é resultado de esforço individual, mas obra do Espírito Santo na sua vida, a qual convence você a entregar seu destino ao Senhor e confiar nele.

PAZ: A paz com Deus é o resultado da nossa experiência redentora pela fé. - O homem estranho a Jesus Cristo nada conhece de paz em relação a Deus porque o seu pecado está sempre em evidencia diante dele e ele sabe que terá que prestar contas no juízo final. Quando este individuo se prende a Jesus Cristo e a sua palavra e o convida a integrar sua vida como Senhor e Salvador, Jesus Cristo, não só aceita, mas purifica-o do pecado.
- A paz de Deus é a que se mantem imperturbável diante das circunstancias difíceis; as circunstancias jamais devem gerar a nossa paz, devemos contar com Deus para obter nossa paz, somente ele é estável.

- O Amor, a Alegria e a Paz são emoções que neutralizam decididamente as fraquezas mais comuns, como: crueldade, ira, indiferença, pessimismo, melancolia, maledicência.

LONGANIMIDADE: È próximo da paciência e tolerância, caracterizada por uma capacidade de suportar ofensas, passar provações e enfrentar desgostos sem revidar; consegue executar as tarefas domesticas árduas e desprezíveis da vida sem queixas ou revoltas.

BENIGNIDADE: Vem a ser bondade profunda, polido, afável, atencioso e compreensivo, que tem origem num coração muito terno.
- È o resultado da compaixão do Espírito Santo para com uma humanidade perdida e agonizante.
- Um exemplo de Benignidade de Jesus é quando disse a Maria após a ressurreição: “Vai contar aos meus discípulos e a Pedro”. “E a Pedro” era, na verdade, um acréscimo desnecessário, pois Pedro era um discípulo; mas o Senhor Jesus sabia do remorso de Pedro por tê-lo negado 3-vezes durante a crucificação.
- A Benignidade do Salvador é vista em seu entendimento da situação e seu obvio desejo de incluir o vacilante, hesitante e inconsequente discípulo Sanguíneo.
- O Espírito Santo é capaz de conceder benignidade a toda espécie de dificuldade.

GENEROSIDADE: È a benevolência em seu sentido mais puro, inclui a hospitalidade e todos os atos de generosidade que emanam de um coração desprendido que está mais interessado em dar do que receber.
- O homem é tão egoísta, por natureza, que precisa ser lembrado constantemente pela palavra de Deus e pelo Espírito Santo, o que nele reside, para se ocupar com a generosidade, então, naturalmente se interessa em fazer mais pelo próximo do que por si mesmo.
- A generosidade é necessária àqueles com tendências melancólicas, como cura para depressão e tristeza, causada pelo pensamento egocêntrico.
- Existe algo terapêutico em trabalhar para o próximo que liberta o individuo do hábito de pensar somente em si; assim como o Senhor Jesus disse: “È melhor dar do que receber”; muitos cristãos lesam a si mesmos, por não obedecerem a este estimulo.

FÉ: Subentende uma completa fidelidade a Deus e uma dependência absoluta dele. È o antídoto perfeito ao temor, que causa preocupação e pessimismo. A fé é a chave para muitas outras Graças Cristãs. Se realmente cremos que Deus seja capaz de suprir todas as nossas necessidades, isso nos trará felicidade e alegria e eliminará a dúvida, o temor, a lida e muitos outros trabalhos físicos. A bíblia ensina que existem duas fontes de fé:
A primeira é a Palavra de Deus na vida do crente “A fé, portanto, depende da pregação, e a pregação se faz por causa da Palavra de Cristo” Rom 10,17;
- A segunda é o Espírito Santo que no texto de Gálatas 5,22-23 define a fé como fruto do Espírito;
- Se você percebe que possui um temperamento propicio a duvida, indecisão e medo, então, como crente, deve procurar a Plenitude do Espírito Santo para que lhe conceda um coração devoto que há de dissipar as emoções e ações de sua natureza ingênita.

DOCILIDADE: O homem é por natureza orgulhoso, altivo, arrogante, egoísta e egocêntrico, mas quando um individuo tem a vida plena no Espírito Santo é humilde, meigo, submisso, cedendo facilmente ás súplicas.
- O maior exemplo de docilidade é o próprio Jesus Cristo. Foi ele o criador do universo, e contudo dispõe-se a humilhar-se e, na forma de um servo ficar sujeito aos caprichos da humanidade, a ponto de morrer, para que pudesse obter nossa redenção com seu sangue.
- Vemos o criador do homem ser esbofeteado, ridicularizado, injuriado e cuspido pela sua própria criação. Deixou-nos o exemplo de não revidar injurias; pediu a Pedro para guardar a espada: “...ou pensas que eu não possa recorrer a meu Pai, o qual me mandaria num momento mais de doze legiões de anjos ? Como, então, se cumpririam as escrituras, segundo as quais é mister que isto aconteça” (Mateus 26,53-54)
- Por nossa causa, ele foi dócil para que pudéssemos ter uma vida eterna.
- Tal docilidade não é natural!
- Só o Espírito Santo de Deus poderia fazer com que nossa reação fosse dócil a perseguição física e emocional.

(Extraído do Livro: Temperamento Controlado Pelo Espírito Santo – Tim LaHaye)