quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Matrimônio

O que é Sacramento?
- Sacramento é uma representação material, visível, de uma realidade invisível, que está contida nele e é comunicada quando há convivência e correspondência; são sete:
Iniciação Cristã: Batismo / Crisma / Eucaristia;
Cura: Penitência / Unção dos Enfermos;
Serviço: Matrimônio / Ordem.
- Para que você receba todas as graças que cada sacramento confere, é essencial que se apresente para recebê-lo com fé e humildade, dando a Deus ocasião de mostrar o seu poder.

O Sacramento do Matrimônio confere graças especiais
- Se o esposo ou a esposa tenha tido um dia mau e estiver talvez desanimado pela pressão de um problema doméstico sério, sentindo-se tentado a autocompadecer-se e a pensar que foi um erro casar-se, esse é o momento de recordar que o matrimônio é um sacramento.
- É o momento de recordar que tem absoluto direito a qualquer graça de que possa necessitar nessa situação; a qualquer graça de que possa carecer para fortalecer a sua humana fraqueza e chegar à solução do problema.
- Aos esposos que fazem tudo o que está em seu alcance para que seu matrimônio seja verdadeiramente cristão, Deus comprometeu-se a dar todas as graças de que necessitam e quando as necessitem, e Deus é sempre fiel aos seus compromissos.

- Por ser um sacramento, o matrimônio confere dois gêneros de graça:
1º) No exato momento em que é recebido, infunde um aumento de Graça Santificante. Quando os noivos se voltam para descer os degraus do altar, suas almas são espiritualmente mais fortes e mais belas do que quando, minutos antes, subiram ao altar.

2º) Recebem também a Graça Sacramental, que consiste no direito de receber de Deus as Graças atuais de que os esposos possam necessitar através dos anos para assegurarem uma união feliz e frutuosa:
Aperfeiçoa o amor natural entre marido e mulher, elevando-o a um nível sobrenatural que ultrapassa a mera compatibilidade mental e física. Confere generosidade e responsabilidade para gerar e criar os filhos, prudência e discernimento para enfrentar os inúmeros problemas que a vida familiar traz consigo. Ajuda os esposos a adaptarem-se aos defeitos um do outro e a desculpá-los.

Matrimônio: Igreja Doméstica
- Cristo quis nascer e crescer no seio da Sagrada Família: José e Maria.
- A Igreja não é outra coisa senão a "família de Deus". Desde suas origens, o núcleo da Igreja era em geral constituído por aqueles que, "com toda a sua casa", se tornavam cristãos. Quando eles se convertiam, desejavam também que "toda a sua casa" fosse salva. Essas famílias que se tornavam cristãs eram redutos de vida cristã num mundo incrédulo.

- Em nossos dias, num mundo que se tornou estranho e até hostil à fé, as famílias cristãs são de importância primordial, como lares de fé viva e irradiante.
É no seio da família que os pais são para os filhos, pela palavra e pelo exemplo os primeiros mestres da fé. E favoreçam a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada.

- É na família que se exerce de modo privilegiado o sacerdócio batismal do pai de família, da mãe, dos filhos, de todos os membros da família, "na recepção dos sacramentos, na oração e ação de graças, no testemunho de uma vida santa, na abnegação e na caridade ativa". O lar é, assim, a primeira escola de vida cristã e "uma escola de enriquecimento humano". É aí que se aprende:
  •  a resistência à fadiga e a alegria do trabalho, 
  • o amor fraterno, 
  • o perdão generoso e mesmo reiterado e, sobretudo, 
  • o culto divino pela oração e oferenda de sua vida.


Fecundidade no Matrimônio
- O instituto do Matrimônio e o amor dos esposos estão, por sua índole natural, ordenados à procriação e à educação dos filhos, e por causa dessas coisas são como que coroados de maior glória.
- Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e contribuem grandemente para o bem dos próprios pais. Deus mesmo disse: "Não convém ao homem ficar sozinho" Gn 2,18, e "criou de início o homem como varão e mulher" Mt 19,4; querendo conferir ao homem participação especial em sua obra criadora, abençoou o varão e a mulher dizendo: "Crescei e multiplicai-vos" Gn 1,28. Donde se segue que o cultivo do verdadeiro amor conjugal e toda a estrutura da vida familiar que daí promana, sem desprezar os outros fins do Matrimônio, tendem a dispor os cônjuges a cooperar corajosamente como amor do Criador e do Salvador que, por intermédio dos esposos, quer incessantemente aumentar e enriquecer sua família.

- A fecundidade do amor conjugal se estende aos frutos vida moral, espiritual e sobrenatural que os pais transmitem a seus filhos pela educação. Os pais são os principais e primeiros educadores de seus filhos. Neste sentido, a tarefa fundamental do Matrimônio e da família é estar a serviço da vida.

- Os esposos a quem Deus não concedeu ter filhos podem, no entanto, ter uma vida conjugal cheia de sentido, humana e cristãmente. Seu Matrimônio pode irradiar uma fecundidade de caridade, acolhimento e sacrifício.

A Fidelidade do amor conjugal
- O amor conjugal exige dos esposos, por sua própria natureza, uma fidelidade inviolável. 
- Isso é a conseqüência do dom de si mesmos que os esposos fazem um ao outro. 
- O amor quer ser definitivo. Não pode ser "até nova ordem". 
"Esta união íntima, doação recíproca de duas pessoas e o bem dos filhos 
exigem perfeita fidelidade dos cônjuges e sua indissolúvel unidade."
- O motivo mais profundo se encontra na fidelidade de Deus à sua aliança, de Cristo à sua Igreja. Pelo sacramento do Matrimônio, os esposos se habilitam a representar esta fidelidade e a testemunhá-la. Pelo sacramento, a indissolubilidade do casamento recebe um novo e mais profundo sentido.

- Pode parecer difícil e até impossível ligar-se por toda a vida a um ser humano. Por isso é de suma importância anunciar a Boa Nova de que Deus nos ama com um amor definitivo e irrevogável, que os esposos participam deste amor, que Ele os apóia e mantém e que, por meio de sua fidelidade, podem ser testemunhas do amor fiel de Deus. Os esposos que, com a graça de Deus, dão esse testemunho, não raro em condições bem difíceis, merecem a gratidão e o apoio da comunidade eclesial.

- Cristo é a fonte desta graça. "Como outrora Deus tomou a iniciativa do pacto de amor e fidelidade com seu povo, assim agora o Salvador dos homens, Esposo da Igreja, vem ao encontro dos cônjuges cristãos pelo sacramento do Matrimônio." Permanece com eles, concede-lhes a força de segui-lo levando sua cruz e de levantar-se depois da queda, perdoar-se mutuamente, carregar o fardo uns dos outros, submeter-se uns aos outros no temor de Cristo e amar-se com um amor sobrenatural, delicado e fecundo. Nas alegrias de seu amor e de sua vida familiar, Ele lhes dá, aqui na terra, um antegozo do festim de núpcias do Cordeiro.

(CIC-Catecismo da Igreja Católica 1601-1666)